12.7.18

x recebe o desafio de organizar uma conferência. x idealiza a coisa, decide que quer organizar uma conferência que verse sobre temas sem mofo. x propõe o programa, os temas a discutir, e as pessoas a convidar. x pesquisa muito para isso e chega a nomes improváveis. x insiste que quer por gente a discutir sustentabilidade e lembra-se de em tempos se ter cruzado com um sujeito que estava a implementar um projecto super interessante nos morros de africa. x perde a vergonha e manda-lhe uma mensagem a ver se ele estaria interessado em vir até Lisboa. a recepção e óptima, ele diz que sim e que vai confirmar com o coordenador internacional da coisa. x fica pasmada, porque o projecto e top e quem está a suportar aquilo e só as nações unidas e afins. dias depois de x enviar uma mensagem ao sujeito - que x viu uma única vez na vida durante uma meia hora - o sujeito liga a x a ver se x quer participar numa consultoria ao projecto lá nos confins de África. x fica boquiaberta e vai ver os termos de referência da consultoria. x quase cai ao chão quando vê que os temas que terá de estudar são só os hot topics da coisa, as matérias mais difíceis da área, os problemas mais discutidos a nível internacional para os quais ainda não há consensos. no fundo, e só o tema mais actual e desafiador da área do ambiente e da biodiversidade. x quer tanto fazer aquilo, embora saiba que, se ficar com aquele trabalho, vai envelhecer uns cinco anos em cerca de três meses. mas com isso x pode criar as bases para ser uma das experts da área a nível internacional e finalmente criar uma equipa de jeito só sua para trabalhar no que mais gozo lhe dá. irra que a vida tem cenas que não lembra.

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