hoje tenho bichos-carpinteiros na barriga. não sei porquê. mas hoje tenho bichos-carpinteiros na barriga.
rasguei-te a pele com os dentes, mordi-te coração e cuspi-o, limpei a boca e segui.
8.8.11
tentei lembrar-me. mas as formas, texturas e sons perderam-se irremediavelmente. suponho que isso é bom. já não sei como era. só como gostaria que tivesse sido. não, não quero regressar. e isso não é uma decisão. é antes uma consequência. mas adeus não é suficiente. seria antes necessário um big bang ao contrário.
5.8.11
3.8.11
2.8.11
29.7.11
26.7.11
Apesar das coisas que enchem os dias apartando-nos de desejos antigos e sonhos que deixaram de ser, apesar do que hoje nos dá sentido às decisões que um dia tomamos, apesar de tudo... há um vazio permanente que teima em manter-se como que à espera do que nunca virá a ser. Talvez nunca sejamos capazes de perceber porque não conseguimos simplesmente ir. Mas há coisas que não se explicam. Sentem-se. Aceitam-se. E aprende-se a viver com elas. Ou sem.
your life is your life,
don’t let it be clubbed
into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light
but it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them. take them.
you can’t beat death
but you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delightin you.
Charles Bukowski - The laughing heart
25.7.11
19.7.11
Fim de semana resumido: um dente partido, uma visita ao dentista, um dente arrancado, outra consulta marcada, quatro livros pelo preço de um, dois perfumes, quatro cuecas dos saldos, dois tops, uns ténis de corrida, um presente, umas havaianas azul bebé, dois vasos que voaram com o vento, uma caminhada de mais ou menos dez quilómetros, um lago com patos, dois lagos com patos, uma cerveja numa esplanada bonita, três trabalhos que ficaram por acabar e, por isso, uma semana do demónio a caminho.
9.7.11
25.3.09
repost #12
Gosto de drama. De sabor a saliva misturada com lágrimas. De suores colados em camas desfeitas. De latejar de veias. De emoções violentas. De vida de carne. De sangue vermelho. Gosto de momentos sem regras. Sem horas. Sem amanhã. Gosto de vidas agarradas em sopros. Gosto de alturas e de vãos e pontes. De lâminas e do torpor etílico. Gosto de chãos e de mesas. De voar. E de me pendurar como os morcegos. Gosto de dentes espetados. De unhas que marcam e de olhares descontrolados. De urgência. De vontade. De vida com raiva. Gosto do mundo no corpo.
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