20.10.12


Ólafur Arnalds & Nils Frahm

não sei do que gosto mais no ólafur arnalds: se do ar alienado, se da voz nervosa, se da aparente simplicidade, se do sorriso envergonhado, se da jovialidade crescida. mas gosto, definitivamente, do génio. e do nevoeiro que cria com o som.

18.10.12

segunda-feira levantei-me às 7h e estive a trabalhar até às 22.30h, sem parar. terça-feira levantei-me às 8h e estive a trabalhar até à meia noite, sem parar. ontem acordei às 8.15h e estive a trabalhar até às 2h da manhã, sem parar. hoje acordei às 8.15h e não sei até que horas vou estar a trabalhar, sem parar, mas há-de ser até amanhã. não se trata de nenhum pico de trabalho em especial. é o meu dia-a-dia desde há muito tempo. por isso irrita-me bastante quando oiço alguém que trabalha das 9h às 17h (ou, em certos casos, menos) dizer que  está muito cansado e tal porque trabalha muito e tal e não têm tempo para estar com os filhos e tal, nem para ter vida como ir ao cinema, ou jantar, ou fazer desporto, ou outras coisas do género e tal. é que eu não tenho sequer tempo para pensar nisso. nem para estar cansada. por isso, evitem ter esse discurso ao pé de mim sob pena de me dar as iras e mandar alguém para o caralho. dito.
 
 

15.10.12

há pouco mais de cinco anos, escrevia sobre Bamako,filme de Adderrahmane Sissako que acabara de ver no Dockanema em Maputo. escrevia com raiva. ainda que temperada pela inocência própria de quem se espanta quando percebe a omnipresença do mal no mundo. foi em "Bamako" que, pela primeira vez, vi tão bem retratado o papel de organizações que parecem insuspeitas aos nossos olhos ocidentais. à minha raiva acrescia o profundo desalento que foi conhecer de perto o trabalho de algumas agências humanitárias , ou de cooperação, ou de ajuda internacional - ou o raio que os parta a quase todas -, que as mais das vezes não são mais do que grandes negócios. muitas vezes com propósitos deliberadamente desestabilizadores, manipuladores e perpetuadores da miséria. foi mais ou menos nessa altura que deixei de ter vontade de trabalhar para as nações unidas ou qualquer outra organização internacional do género. salvo raríssimas excepções, a política e os pequenos interesses de uma imensa minoria sobrepõem-se, quase sempre, à vida de quem não é mais que um número, uma estatística representada em dólares que, amealhados em banquetes de ricos, vão quase todos parar directamente ao bolso de outros igualmente ricos. tudo em nome dos pobres. a suprema barbárie, portanto. "Bamako" fala em primeiras vozes do sofrimento atroz, da manipulação pura, da descaracterização cultural e da aniquilação da identidade causadas pelas políticas imorais, torpes e gananciosas do alimentadores do banco mundial e do fmi. mas jamais imaginaria que viria a ver a europa sofrer com os efeitos do veneno que ajudou a criar. o texto termina assim; "No fim, e apesar de tudo, o filme acaba com uma certa esperança na mudança das coisas. Esperança que vem de pessoas que não têm razão nenhuma para esperar o que quer que seja. Uma esperança que, apesar de tudo, quase não existe no ocidente. A esperança de quem não tem nada a perder." na europa passa-se hoje o mesmo. propaga-se o sofrimento atroz, a manipulação pura, a descaracterização cultural e a aniquilação de identidades, destruídas às mãos das políticas imorais, torpes e gananciosas do banco mundial e do fmi. e, já agora, da bruxelas de hoje, e de todos os lobos financeiros que alimentam esses monstros insaciáveis. mas aqui, hoje, a esperança esvai-se e muita gente já não tem nada a perder. e é em momentos destes que o caos se sobrepõe à lucidez. é em momentos destes que a insanidade impera. resumindo,todo o sistema está alavancado num enorme embuste. e hoje, pela primeira vez, temo pelo futuro próximo da europa.

9.10.12


Oláfur Arnalds feat. Haukur Heidar Haukson - A hundred reasons

8.10.12

em 2008, em pleno processo desassossegado de ruptura com quase tudo, passei mais de duas horas com as lágrimas a cair pela cara abaixo. não era de tristeza. nem de infelicidade. era antes de reconhecimento. de  pertença. de regresso a casa. foi arrebatador. e deixou-me sem palavras. só com estrelas. tive vontade de ficar ali. para sempre. ali. assim. o tudo e o todo concentrado num momento. eterno. enorme.
 
em 2013, o dia 14 de fevereiro vai ser perfeito. mesmo que meta as mesmas lágrimas incontroláveis.
 
SIGUR RÓS. CAMPO PEQUENO.

(BILHETES COMPRADOS E RELIGIOSAMENTE GUARDADOS)

5.10.12

sonhei com o passado, algures no presente, segurando mais um pequeno futuro. no meio, uma parede de vidro como se houvesse passado, presente e futuro paralelos; ainda que sempre à distância de um breve esgar de olhos. olhos tristes, de um lado e do outro.

28.9.12

resumo da vida actual de x:

- are you alive?
- alive but without a life.

26.9.12

acabei 2011 com uma incrível sensação de despedida. comecei 2012 com um enorme vazio de tudo.

16.9.12


"Citoyens, vouliez-vous une révolution sans révolution?"

Robespierre


12.9.12

substituindo-se a parte anti-semita da coisa pela figura mais ou menos abstracta do poder financeiro, os Protocolos dos Sábios de Sião dão uma explicação bastante fiel do que se passa actualmente no mundo. o texto apareceu no final do século XIX. parece que andamos há dois séculos distraídos.

4.9.12

há não muitas semanas escrevia "quando as frases são as mesmas a história repete-se!".  confesso que, às vezes, me surpreendo com a extraordinária clareza mental com que vejo certas coisas. e isto, mais do que um talento, é um brutal desconforto.

desconheço-me no que fui. é estranha a lucidez.

3.9.12

é pior a angústia do não saber porquê, do que o luto do que se sabe findo.

2.9.12

tenda, grilos, ondas, lua cheia e mazzy star. também houve estrelas cadentes. e desejos sussurrados. das férias fica-me a cor. e um sonho em que viajei por vários tempos.

31.8.12

está-me a voltar a vontade de escrever. mas só me saem frases sem nexo. é mais ou menos como estou por dentro.

29.8.12

acordei em modo leonard cohen.
vou ouvir até enojar. pode ser que passe.

28.8.12


Paris, Texas - Wim Wenders

porque é um dos filmes que me acompanha, 
e porque hoje me faz todo o sentido.

cá em casa, são elas que mandam!

27.8.12

lisboa acordou cinzenta. abrir o email pessoal. inbox - 93. ler e apagar. abrir o email profissional. inbox - dezenas. ler, encaminhar e apagar. aguardar instruções de joanesburgo e de londres. por creme no corpo a ver se a cor se mantém. vestir. tomar café. comer meio queijo fresco com framboesas e linhaça. abrir o facebook onde alguém escreve "ai e tal que saudades de castanhas assadas!". foda-se! o email profissional não pára de apitar, plim, plim, plim... não parece, mas ainda estou de férias sim. e lisboa acordou cinzenta. como eu.

Sigur Rós - Vardeldur

porque tudo aqui me é incrivelmente familiar.

26.8.12


The new pornographers - Challengers

eu não sei bem porquê mas tudo nestes sons e nestas imagens me deprime.
nem as cores mascaram.

14.8.12

não sei o que se passa com o universo, mas parece-me bastante estranho que de há umas semanas a esta parte tenha começado a ser contactada por várias pessoas de quem já não tinha notícias vai para ano e anos!

11.8.12

a minha casa transformou-se numa enorme bola de pêlo de gato! 

socorro!

8.8.12

acordei e já estava atrasada. cheguei ao trabalho. despachei coisas. acabei um relatório. consegui por outro a meio. corrigi trabalhos. almocei à pressa. não lanchei. não jantei. recebi uma mensagem que me deu nos nervos. fumei um cigarro, fumei dois, três, seis. acabei com o maço. comecei a responder. enviei. cheguei a casa já era dia seguinte. já estou a imaginar o chefe amanhã na praia com o ipad a ler aquilo e a pensar a minha xizinha passou-se dos cornos. entretanto alguém já me respondeu com um que mensagem mais espectacular. mas temo ter criado um incidente diplomático. foda-se! não tenho tabaco.

6.8.12

há dias, tive notícias de alguém que, em tempos, me foi demasiado próximo. por razões gerais da vida, e por outras mais pessoais, a distância já dura há muitos anos. ao princípio fez-me confusão. depois habituei-me. e agora, na verdade, é raro lembrar. no entanto, tive notícias. e as suspeitas que eu tive há anos, confirmam-se hoje - as pessoas, por vezes, escolhem de forma consciente ser infelizes. e nessa escolha, quase sempre, acarretam um ror de gente. é triste. e desde então eu própria me sinto estranha. como se a tristeza se me tivesse pegado.

2.8.12

para fazer um trabalho preciso de analisar um pacote de documentos. como não me querem disponibilizar cópias em papel, convidaram-me a ir consultar os documentos a joanesburgo com tudo pago. eu respondi que me dava mais jeito londres ou paris, sei lá ... a minha vida anda a roçar o surreal. e é isto!


22.7.12

estar longe:

- recebi a notícia da morte de duas pessoas conhecidas;
- fui contactada por meia dúzia de pessoas com quem já não falava há anos;
- testemunhei à distância a covardia de quem se acha esperto e não passa de mais um idiota como os demais;
- testemunhei de perto que os laços que se criam em certos momentos da vida não se desfazem pela distância;
- percebi que, de facto, há pessoas que simplesmente não percebem o mal que fazem ao próximo e, portanto, também nunca vão entender porque razão esse próximo quer mais é vê-los pelas costas;
- percebi, também, que há coisas que já não doem.

21.7.12

de maputo: hoje pela manhã, enquanto ia pela rua, percebi o porquê de amar tanto este povo - os olhos das gentes riem. é isso! adoro, adoro, adoro os moçambicanos. oh povo bom e bonito!

20.7.12

de maputo: está na hora de preparar a volta. as despedidas são sempre um até já! quem tem duas casas anda sempre entre sítios.
eu não sei se é efeito desta terra mas desde que estou em maputo parece que o mundo ficou, mais uma vez, de pernas para o ar. senão vejamos:

- recebi a notícia da morte (inesperada) de duas pessoas conhecidas;
- fui contactada por meia dúzia de pessoas com quem não falava há anos;
- um dos meus irmãos vai para cardiff;

(ah... e parece que vou ser tia, mas shiuu que ainda é segredo e estamos todos na expectativa a ver como corre...)

19.7.12

de maputo: já tremi. já estive febril. já tive dores de garganta. sim, estou em áfrica mas cá também há inverno e este ano está mais frio do que eu esperaria.

18.7.12


maputo cheira-me sempre a estes sons. perguntam-me porque lhe sinto a falta. é por isto. e pela sensação permanente de coração cheio.
de maputo: e, no seu ingles possível mascarado por uma pronuncia asiática difícil, ele disse algo como "in september or october, big cerimony with the President to start works, you are invited...". agora é ver se o chefe vai na conversa!
de maputo: às 6.30 h, hora de Portugal (7.30 h, hora da maputo) já eu tinha tomado o pequeno-almoco e estava a caminho de uma reunião. confesso que tinha saudades deste ritmo madrugador africano.

17.7.12

hoje sonhei. já há muito não acontecia, mas hoje sonhei. e foi tudo tão límpido e tão intenso que parecia verdade. vi rostos, e olhares e pormenores de expressão com detalhes assustadoramente reais. os meus sonhos raramente têm palavras. há uma espécie de entendimento surdo entre as personages. e há, também, sorrisos cúmplices. terminou, como quase sempre, numa explosão de luz e arrepios na pele. acordei gelada algures na madrugada de maputo. suspeito pois que foi muito mais do que um sonho.
de maputo: em tempos eu tive uma empregada doméstica. chamava-se célia. não era grande empregada doméstica mas, pelo menos, guardava a casa, cozinhava qualquer coisa e arrumava-me a roupa. eu, que não tenho de todo perfil de neo-colono, gostava imenso dela, fartava-me de rir com ela, pedia-lhe para me ensinar changana, insistia que ela provasse a nossa comida, pedia-lhe para me ensinar receitas de cá e coisas assim. éramos amigas. e ela sabia que se precisasse podia contar comigo. e precisou várias vezes. quando voltei a  portugal a célia chorou, e quase me fez chorar. aparentemente, ainda hoje diz que eu sou a "menina dela". ora a célia quando veio trabalhar para minha casa, apesar de ganhar bem acima do ordenado mínimo, ganhava - como quase todos os moçambicanos sem grande formação - incrivelmente mal dentro dos nossos padrões (julgo que algo como cerca de 50 ou 60 euros na altura). esse dinheiro era quase só para pagar a escola dos filhos. para o resto das despesas, tinha uma banca em frente a casa onde vendia um pouco de tudo. quando o pai faleceu, pediu-nos ajuda para poder ir ao funeral lá no norte. e para pagar a festa de luto que é obrigatória não vão os espíritos ficar zangados. e nós, obviamente, demos. e assim foi levando a vida como pode, com um ex-marido violento pelo meio e uma casa de filhos para sustentar. hoje, 5 anos depois, a célia trabalha na copa de um escritório, continua com os seus negócios, mandou o ex-marido às urtigas com uns sopapos na tromba de brinde, está a tirar a carta de condução e o filho está a acabar a academia militar. quando há dias lhe ofereceram trabalho como doméstica disse que "pedia muita desculpa mas já não se vê a fazer isso e que sentia como se fosse andar para trás".  a célia é uma das minhas heroínas.

16.7.12

de maputo: nos últimos  3 anos a comida deve ter subido para o dobro.
de maputo: a gasolina corre a 47 meticais, qualquer coisa como 1,38 euros.
de maputo: um lugar num infantário, com condições infinitamente inferiores ao standard dos infantários em portugal custa, por mês, cerca de 600 dólares. um lugar numa escola primária, com condições infinitamente piores ao standard das escolas primárias em portugal custa, por mês, à volta de 800 euros. nas escolas públicas, com condições quase sempre bastante más, também se paga, muitas vezes valores superiores aos ordenados médios. não, não estou a brincar. 
de maputo: se pensam que áfrica é sempre quente, ficam a saber que hoje bati o dente!
do triângulo lisboa / maputo / lado nenhum: há um conjunto de sentimentos difíceis de gerir, o tempo ou a distância não o torna mais fácil. o espaço de pés enterrados no chão foi substituído por uma sensação de esvaziamento de peso. e passou a ser moldável. o tempo esse confunde-se nessa mistura do aqui e além.

15.7.12


entrei na África do Sul, almocei e vim embora, mais uma vez com uma imensa pena de ainda não ser desta que tenho tempo de atravessar o país até ao Cabo. um dia, em breve, fá-lo-ei. este país merece todo o tempo que possamos dedicar a conhece-lo. belíssimo!

13.7.12

do dia: sair com ar de verão, trabalho a rodos e, no fim do dia, a abertura oficial do escritório de um cliente. muita gente importante e eu, caída de paraquedas. "so this is the famous x?", pergunta aquele que é responsável pelo investimento de milhões nesta terra que precisa de quase tudo. risos. meus, claro. acabar o dia com amigos. e gin tónico, o meu gin tónico de maputo, o melhor de todos. sou feliz. muito feliz.
alguns episódios surreais da vida de x:

chegar a casa, abrir a porta, ouvir uma rajada de AK47 na rua, alguém dizer "baixa-te baixa-te não vá entrar uma bala pela janela", ficar encostada a uma parede uns minutos a ver se passava e, quando passou, ouvir algo como "pronto já podemos jantar".

ir num fiat uno podre numa rua escura, ficar sem luzes e sem travões ao mesmo tempo que o polícia nos manda parar e quase atropelar o homem. olhar para trás enquanto tentávamos fazer parar o carro e ver o polícia de AK47 em punho a correr atrás de nós. ver por fim a arma enfiada na janela e o polícia dizer "ela não leva cinto".

viajar de barco com o mar picado, quase ser lançada borda fora por causa dos saltos e, durante mais de 1 hora, pensar "ai que é hoje que morro" enquanto me agarrava com unhas e dentes a uma corda. 

cair ao rio tejo, não saber nadar e ser salva pelos bombeiros.

andar à porrada com umas gang-leaders no bairro alto e partir-lhes a cara toda.

espetar com um saco de bifes a um carteirista na praça da figueira e obriga-lo a devolver-me o telemóvel. tudo sem tirar os óculos escuros.

ameaçar um agarrado com a sua própria seringa.

chegar ao carro pela manhã, vê-lo coberto de sangue, ir à esquadra e o polícia perguntar "tinha algum corpo no carro?".

ser investigada pela PJ por suspeitas de colaborar com uma rede ligada a terrorismo.

perder-me em Christiannia.

acordar de manhã e ver malta dos GOI pendurada no prédio da frente com snipers posicionados no telhado e tudo. ser depois escoltada até ao meu carro por um agente a cobrir-me a cabeça.

atravessar parte do mar do norte com um sueco de 2 metros e bêbado com a cabeça pousada no meu colo sem que me pudesse mexer e ser depois salva por um ciclista italiano.

ganhar uma viagem à Índia paga pela sumol-compal.

estar no alto das dunas da ilha de Bazaruto.

correr à frente de uma vaca no Gerês.

ser parada pela polícia Sérvia no alto de uma montanha, ver o carro ser revistado e ouvir os polícias perguntar "drugs, drugs, drugs?".

chegar à fronteira do Montenegro, um polícia saltar do seu posto depois de ver o meu passaporte e dizer "Cristiano Ronaldo".

ver gente correr com colchões às costas depois de um alerta de tsunami.

passar uma noite naquela que devia ser a pensão mais tétrica do Porto.

ficar com o carro pendurado num muro e ser salva por um pastor com um pé de cabra.

ver um leopardo a correr, ficar histérica e dizer "olha, um tigre de pintas".

12.7.12

de maputo: está um bocadinho frio.
de maputo: sobretudo, gosto de falar e de estar com as pessoas mais simples. as mais desprotegidas. as que trabalham a troco de ordenados que nos fariam corar de vergonha. são essas que me enchem de esperança na mudança. a dignidade delas é incrível no meio de tantas dificuldades. e o sorriso é largo. e a força de vida gigante. os ricos de cá, são iguais aos ricos de todo o lado.
de lisboa: recebi duas mensagens de pessoas completamente distintas e que fazem parte da minha vida por motivos absolutamente díspares dizendo ambas "tenho saudades tuas". se por um lado isso me parece estranho porque eu não sei bem o que é sentir saudade, por outro faz-me pensar na forma como a nossa vida se encruzilha com a dos outros.
de maputo: não sei exactamente que forcas telúricas se escondem nesta terra, mas em estando cá só me apetece abracar as pessoas na rua e ser feliz com elas.

11.7.12

é engraçado estar a 10.000 km e receber telefonemas das pessoas com quem trabalho todos os dias pedindo-me opiniões, dando-me satisfações, comunicando-me o andamento das coisas, pedindo que corrija, que aprove, que sei lá que mais... e no fim mandam beijos e dizem "não te atrevas a querer ficar aí". é engraçado...