em regra, durmo muito pouco durante a semana. mas nunca, mas mesmo nunca, na minha vida fiz uma directa. até hoje.
rasguei-te a pele com os dentes, mordi-te coração e cuspi-o, limpei a boca e segui.
15.1.13
12.1.13
10.1.13
pela primeira vez a idade começa-me a fazer confusão. não porque me sinta ou pareça velha. antes porque, de facto, quando faço contas reparo que nova é que já não sou. e depois percebo que o desfazamento entre a minha idade mental e física é disparatado. é que eu ainda me sento no colo do meu pai como quando tinha cinco anos. no entanto, olhando mais de perto para a minha família semi-próxima vejo gente da minha idade que já é avô. até me podia dar para pior mas em vez de ficar deprimida tudo isto me dá é para rir. oh x hás-de ser uma velha gaiteira!
8.1.13
ponto prévio: eu sei cozinhar. contudo, há já demasiado tempo ganhei uma espécie de aversão à cozinha e a todas as tarefas conexas. escolher ou misturar os ingredientes é, mais do que uma ciência ou arte, um profundo acto de amor. estando nós vazios de sentires por dentro, todos esses passos passam a ser um pesado encargo. para além disso, sem os silêncios que se trocam por desnecessidade de mais, todos os sabores sabem ao mesmo. afinal, cozinha-se sempre para alguém. gostava de ser mais como antes. de passar horas ao fogão. de ter as portas de casa escancaradas. e de receber os demais com abraços de cheiros de canela, ou tomilho, ou hortelã, ou alecrim. mas por ora tenho poucos corações para distribuir. ainda assim, acho sempre que os blogs sobre comida são os mais bonitos.
7.1.13
a mulher certa escolheu o queres antes aprender a voar ? como um dos melhores blogs de 2012. na minha opinião é imerecido. não só 2012 foi um ano pobre na minha bloguisse, como estou certa que o número pequenino de leitores que por cá passam o não justifica. no entanto, foi simpático ver ali escarrapachado o queres antes aprender a voar ? mas nem é isto que me traz aqui. acontece que a propósito deste episódio vim-me apercebendo do burburinho na blogosfera com as nomeações de blogs do ano e coisas assim. eu não tinha noção, mas a blogosfera e os bloggers levam-se demasiado a sério. capacitem-se, são só blogs, e bloggers, e cenas. o mundo para lá disso é muito mais. pronto, é isto.
iniciando a onda be a bitch em 2013 assumo que traí a bobbi brown. troquei-a pela bare minerals. ainda não me arrependi.
6.1.13
lidos em 2013 #1
1 - O filho de mil homens - valter hugo mãe
1 - O filho de mil homens - valter hugo mãe
resumindo, juntem bocadinhos de garcia marques com bocadinhos de laura esquivel e um senhor a escrever que sofre do síndrome de patinho feio assombrado por preconceitos do catolicismo ignorante a quem dá para misturar imagens quase escabrosas com outras absolutamente pueris. voilá - o filho de mil homens. não é bom. não é mau. é assim tipo dah.
3.1.13
2.1.13
Green Day - Good Riddance
tinha sentimentos antagónicos quando corria as ruas de maputo a ouvir isto. se por um lado havia uma enorme vontade de seguir, por outro a tristeza parecia ser demasiado grande para carregar. mas hoje, acordei para o futuro vendo que afinal pode mesmo ter fogo de artifício no fim. sim, for what it's worth, it was worth all the while... e hoje o sorriso não me cabe na cara.
30.12.12
27.12.12
coisas aleatórias várias que não percebo ou que me recuso a perceber:
cupcakes, reality shows em geral, loja no chiado quase só com pais natal, hamsters, horatio caine, casinos, sapatos bicudos, bom bocados, espumante doce, ricardo araújo pereira e nuno markl (quase sempre e em ex aequo), nespresso, torresmos, irmãos catita e todos os seus sucedâneos, hamburgueres do mcdonalds, flores mortas, marcha nupcial, anonas, autos do gil vicente, jornal sol, tequilla, pecado e penitência católicos, escamas de qualquer natureza, bonecos animados com cara de imbecil, bibelots e potpourri, o sebastianismo, aipo, o filme holocausto canibal, vinho do dão e açucar no chá.
24.12.12
22.12.12
21.12.12
20.12.12
desde há umas semanas que temia que a minha saúde não andasse lá muito bem. sentia-me exausta, com a mente extraordinariamente confusa e o cérebro assim como que inchado e prestes a esvair-se pelos ouvidos. até que debaixo de uma série de papéis perdidos reencontrei-me com os óculos. e lentamente a nuvem carregada por cima dos olhos dissipa-se.
19.12.12
17.12.12
pela primeira vez entrei com propósito em partes de lojas dedicadas exclusivamente a recém nascidos. começou por me dar tonturas. a parafernália de coisas é doentia. depois encontrei o vestido perfeito. e ao olhar para ele fiquei a pensar porque é que nunca me deu para ter filhos. a beatriz nasce em fevereiro, ou março. será a minha primeira sobrinha. e temo que me vá mudar a vida.
14.12.12
13.12.12
quando entrei para a faculdade achei que boa parte dos meus colegas eram um bando de putos mimados que se levava demasiado a sério sem que tivessem conteúdo para tal. eu via-me como uma miúda ignorante que pouco ou nada sabia da vida. quando acabei o curso e comecei a trabalhar na minha área de formação achei que boa parte dos meus colegas eram mesmo uns idiotas que se levavam demasiado a sério sem que tivessem conteúdo para tal. eu continuava a ver-me como uma miúda ignorante que pouco ou nada sabia da vida. hoje, passados uns bons anos, vejo que boa parte dos meu colegas são, de facto, meio abestados, mas que também existe o lado bom da força e que há gente nesta profissão que não só vale a pena como é incrivelmente divertida. não obstante, a grande maioria continua a ser composta por palermas que se levam demasiado a sério sem que tenham conteúdo para tal. eu cá, continuo a ver-me como uma miúda pouco mais que ignorante embora já saiba um bocadinho mais da vida. continuo é a não levar-me muito a sério. deve ser por isso que tenho conversas surreais com clientes que entre gargalhadas me dizem coisas como "x hope to meet you so we can drink a bottle of wine!".
12.12.12
11.12.12
já aqui disse várias vezes que não faço planos. na verdade, nem sei fazer planos. tenho assim umas ideias abstractas que ao longo do tempo, e sem que pense muito no assunto, se vão materializando. não faço grandes esforços para concretizar nada. sempre que sinto que me estou a esforçar em demasia parece-me que estou a empurrar o destino ou a forçar algo que não é suposto. a modos que lanço assim umas ideias no ar e deixo a vida tratar do resto. no entanto, quando páro para pensar ou medir o meu percurso, tenho sempre a sensação que estou a cumprir um trajecto já definido há muito. raramente me desvio do essencial. tenho sempre a sensação que sigo em frente e às cegas. mas tudo acontece sem que me aperceba com propriedade dos avanços. ou sequer os meça. e isto é curioso pois concedo que quem não me conhece há de pensar que planifico a minha vida com régua e esquadro. não é de todo verdade. e isto tudo para dizer que me sinto no fim de um ciclo. e que sinto que algo de muito extraordinário vem por ai.
29.11.12
como marcar férias na mongólia em seis passos:
1. pagar o iva do terceiro trimestre;
2. pagar quotas em atraso à ordem;
3. pagar contribuições em atraso à caixa de previdência;
4. pensar a seguir "foda-se, estou farta de trabalhar para benefício quase só dos outros, é agora que vou à mongólia.";
5. ir ao website da nomad;
6. pagar no multibanco.
1. pagar o iva do terceiro trimestre;
2. pagar quotas em atraso à ordem;
3. pagar contribuições em atraso à caixa de previdência;
4. pensar a seguir "foda-se, estou farta de trabalhar para benefício quase só dos outros, é agora que vou à mongólia.";
5. ir ao website da nomad;
6. pagar no multibanco.
28.11.12
hoje sonhei com pessoas improváveis numa casa improvável. nos rostos, o desgaste impiedoso da rotina. nos corpos, o peso do tempo. na cama, a desistência do amanhã. ao lado, uma porta para a paz. em pé, a maldade enviesada. no meio, eu, disfarçada de borboleta. os meus sonhos estão a ficar cada vez mais estranhos.
quer no contexto profissional quer no pessoal, nunca prejudiquei deliberadamente ninguém; nunca fiz intrigas, espalhei boatos ou contei coisas que não devia; nunca fiz juízos de valor para além da opinião que pudesse dar caso mo pedissem, de acordo com as minhas próprias convicções bem como com os elementos de que tinha conhecimento acerca do caso concreto; nunca ultrapassei ninguém; nunca pedi a ninguém que fizesse alguma coisa ou tomasse alguma decisão que fosse contra as suas próprias convicções ou vontades; nunca tentei mudar a opinião de terceiros em relação a mim; nunca fiz chantagem emocional; nunca ameacei ninguém com o que quer que fosse; resumindo, nunca fiz nada que não gostasse que me fizessem a mim. no entanto, já cortei uma série de gente da minha lista de contactos ou afinidades por entender que a presença delas na minha vida era prejudicial ao meu equílibrio mental; por entender que não me acrescentavam mais do que irritações pontuais derivadas da imbecilidade crescente; por entender que há relações que se esgotam em momentos ou se gastam pelo decurso do tempo; por entender que naquele momento em concreto a distância era a melhor conselheira; por razões de saúde, pois até eu tenho um limite de resistência ao desgaste emocional ou físico decorrente de variadissimas situações. isto tudo para dizer que a inveja é fodida. o remorso também.
25.11.12
desde há uns anos a esta parte a minha vida disparou em velocidade de cruzeiro em direcção a sítios que não esperaria. encontro-me hoje num dilema: se por um lado continuo a ser a menina que veio da província com muito pouco na bagagem para além de muitas expectativas, por outro vejo-me em vias de o que nunca ambicionei nem nunca pensei sequer como possível se estar a tornar uma realidade incontornável sem que nada de verdadeiramente extraordinário tenha feito que não ser correcta e assertiva em tudo e com todos. já aqui disse que novembro costuma mudar-me a vida, este não vai ser diferente. e desta vez juro que os acontecimentos me deixam de boca aberta. o universo está a dizer-me: "x começa a levar-te a sério pois tu és." pois, eu até sei disso, mas ainda assim custa-me deixar o padrão da menina que veio da província com pouco mais do que expectativas no bolso. este novembro já me disse que, por muito que até quisesse, o passado nunca ficará para trás. mas também foi claro em mostrar que um amanhã sem precedentes está agora a começar. não tenho medo. estou só pasmada.
23.11.12
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