1.4.13


 
Low Roar - Patience

anti-histamínicos e corticoesteróides. abril portanto!

25.3.13

detesto sushi. e não é pelo peixe. é mesmo pelo arroz e pela nori. detesto.
a sério, deus-nosso-senhor, às vezes, parece doido!

24.3.13


Sigur Rós - Ára Bátur

dizia eu há dias que ficou "um cheiro no ar como quem diz sim, amo-te até à dor, e é por isso que tenho de ir embora ou deixa-me, não me deixes. adeus, estou quase a chegar. foi assim!" dizia eu, também, que me soube a despedida. mal eu sabia porquê. aparentemente, o kartjan saíu da banda. e a separação sentiu-se no som. como em todas as histórias de amor, o fim sabe sempre amargo. sigur rós é mais do que as personagens que os compõe. é para lá delas. mas, como em todas as verdadeiras histórias de amor, quando uma parte da equação desaparece, a entidade criada ressente-se. destrói-se. ou reinventa-se. ainda que sem a inocência de antes. juntos fizeram mesmo magia. como as verdadeiras histórias de amor. o futuro será outro, com certeza. exploram-se novas formas. novos corpos. novos cheiros. novas vidas. mas a magia, essa, permanece algures num espaço intemporal. como nas verdadeiras histórias de amor. como neste ára bátur.


Sigur Rós - Brennisteinn

dizia eu que o futuro será outro. será. será este. onde se sente uma liberdade algo estranha. mas ressentimento também. e um certo cinismo. uma raiva contida. uma certa tristeza. misturada com despeito. a mistura é naturalmente explosiva. o sentir é cru. animal. e revolto. a essência está lá. mas quer-se ultrapassar à força. como quando acabam as verdadeiras histórias de amor.

22.3.13

ontem, ao lanche, alguém me pedia "x, conta-me lá a tua história", eu contei um bocadinho e do outro lado recebi um "foda-se, isso parece um filme do woddy allen".

11.2.13



Leonard Cohen - Waiting for the miracle

cruzei-me com o leonard cohen hoje. e, enquanto ouvia com mais atenção do que o normal, juntei duas memórias diferentes que jamais se vão cruzar. por um lado, alguém que de olhos esgalhados descobria que isto é mesmo um milagre e, por outro, alguém que em palavras mais curtas dizia algo como isto Ah baby, let's get married, we've been alone too long. hoje devia ter feito ouvidos surdos. hoje devia.

7.2.13

gostava de perceber porque é que alguém no seu perfeito juízo acha que o legislador se deve meter com os cidadãos na cama e definir a forma moralmente correcta que deve revestir o amor ou a família. juro que gostava. 
acabava de aterrar em moçambique. depois de sentir o calor africano bater-me na cara, respirei fundo e enviei uma mensagem que terminava com um "estou em África!". depois morri. e renasci. foi há seis anos e três dias. na linha descontinuada do tempo em que vivo parece que se passaram várias vidas.

6.2.13

a vida vai-me correndo bem. muito bem. melhor do que alguma vez me atrevi a pedir. é verdade. estou em contraciclo. e isso, sendo bom, põe-me também numa posição ingrata. é que quando alguns daqueles que me rodeiam falam de despedimentos ou redução de ordenados eu não posso simplesmente pedir a palavra para dizer "aumentaram-me e recebi um prémio bem bom". estou bem, mas às vezes, quase que sinto que tenho de pedir desculpa por não estar mal.
apetece-me vestir a minha casa de verão. mudar móveis. mudar cores. mudar tudo. apetece-me.

4.2.13

é uma vontade que venho a guardar para mim desde há bastante tempo. tem vindo a ser constantemente adiada por uma série de razões. a primeira de todas porque o efeito imediato será pôr-me a vida de pantanas. mas, por qualquer motivo maior, tem-se vindo a impôr na minha consciência. como se fizesse todo o sentido do mundo. e, não sendo ainda real, tenho vindo a constatar que começa a modelar o meu amanhã.  o momento da decisão aterroriza-me, contudo. a dúvida. a incerteza. o constante "serei capaz?". resumindo: estou a pensar avançar com uma candidatura para adopção até ao final do ano. pronto, já o disse em voz alta. pode ser que a partir de agora a ideia que guardo para mim desde há bastante tempo comece a ganhar forma.

31.1.13



Devotchka - How it ends

pois então, que seja. e que para trás fique quase tudo.

"for ever is not so long" o caraças!

27.1.13

o sítio é giro. mas a comida é pouco mais do que decente, o serviço é a despachar e a clientela é um bocadinho wannabe. chama-se the decadente. eu suspeito que lá só volto para beber gins no lounge bar. 

23.1.13

nunca me entendi com o verde fechado do minho de onde parti. dêem-me o amarelo descampado do alentejo. ali sim, sou eu.
dificilmente conseguirei perceber como para uns é tão fácil ir e para outros é tão difícil não poder ficar.

22.1.13


Sigur Rós - Sæglópur

é uma história de amor que dura há muito muito tempo.

20.1.13

tomei todas as decisões importantes sozinha, resolvi sempre os meus problemas sozinha, respondi às minhas necessidades, consoante as minhas possibilidades, e sozinha. desde: sair de casa para ir estudar para longe; correr atrás de uma bolsa e de lugar numa residência universitária; arranjar trabalhos vários para pagar as contas que a bolsa não cobria; encontrar trabalho; mudar de trabalho sempre que me fartava do anterior; comprar carro; arrendar e montar casa; mandar tudo para trás das costas e emigrar; voltar ao país; procurar casa, encontrar casa, comprar casa, fazer obras na casa, mudar de casa...

enfim... nunca dependi de ninguém, nunca pedi nada a ninguém. nunca esperei ajuda de ninguém para decidir, ir em frente se fosse o caso e desenvencilhar-me o melhor possível.

mas agora preciso urgentemente de alguém que me meta juízo e me diga: x, vá lá, tu não precisas de um bmw x3!

16.1.13

a vida de x: se há uns tempos atrás me dissessem que algum dia me haviam de pedir para dar formação sobre coisas maradas a pessoal que faz explodir cenas lá para os desterros de áfrica, diria que estavam passados dos cornos.

15.1.13

em regra, durmo muito pouco durante a semana. mas nunca, mas mesmo nunca, na minha vida fiz uma directa. até hoje.
8.09 h da manhã. e eu sem dormir um minuto. foda-se!

14.1.13

já não posso com a história do cão.

 foram 10 anos de histórias. adeus passaporte. 

está na hora de abrir folhas novas. e limpas.

12.1.13

o que raio aconteceu lá pela bélgica para que toda a música interessante que tenho ouvido venha de lá?

10.1.13



Isbells - Time is ticking

... que é como quem diz "passa-te ao coiso" com jeitinho.


pela primeira vez a idade começa-me a fazer confusão. não porque me sinta ou pareça velha. antes porque, de facto, quando faço contas reparo que nova é que já não sou. e depois percebo que o desfazamento entre a minha idade mental e física é disparatado. é que eu ainda me sento no colo do meu pai como quando tinha cinco anos. no entanto, olhando mais de perto para a minha família semi-próxima vejo gente da minha idade que já é avô. até me podia dar para pior mas em vez de ficar deprimida tudo isto me dá é para rir. oh x hás-de ser uma velha gaiteira!

8.1.13

ponto prévio: eu sei cozinhar. contudo, há já demasiado tempo ganhei uma espécie de aversão à cozinha e a todas as tarefas conexas. escolher ou misturar os ingredientes é, mais do que uma ciência ou arte, um profundo acto de amor. estando nós vazios de sentires por dentro, todos esses passos passam a ser um pesado encargo. para além disso, sem os silêncios que se trocam por desnecessidade de mais, todos os sabores sabem ao mesmo. afinal, cozinha-se sempre para alguém. gostava de ser mais como antes. de passar horas ao fogão. de ter as portas de casa escancaradas. e de receber os demais com abraços de cheiros de canela, ou tomilho, ou hortelã, ou alecrim. mas por ora tenho poucos corações para distribuir. ainda assim, acho sempre que os blogs sobre comida são os mais bonitos. 

7.1.13

coisas de quem tem mais que fazer: a árvore de natal foi montada quase na passagem de ano e, por este andar, será desmontada lá para a páscoa.
a mulher certa escolheu o queres antes aprender a voar ? como um dos melhores blogs de 2012. na minha opinião é imerecido. não só 2012 foi um ano pobre na minha bloguisse, como estou certa que o número pequenino de leitores que por cá passam o não justifica. no entanto, foi simpático ver ali escarrapachado o queres antes aprender a voar ? mas nem é isto que me traz aqui. acontece que a propósito deste episódio vim-me apercebendo do burburinho na blogosfera com as nomeações de blogs do ano e coisas assim. eu não tinha noção, mas a blogosfera e os bloggers levam-se demasiado a sério.  capacitem-se, são só blogs, e bloggers, e cenas. o mundo para lá disso é muito mais. pronto, é isto.
porque hoje me apetece ser fútil: odeio sapatos tipo oxford.
quase lidos em 2013 #1

o remorso de baltasar serapião - valter hugo mãe

mais ou menos a meio. estou a gostar mais do que o filho de mil homens.
iniciando a onda be a bitch em 2013 assumo que traí a bobbi brown. troquei-a pela bare minerals. ainda não me arrependi.

6.1.13

lidos em 2013 #1

1 - O filho de mil homens - valter hugo mãe

resumindo, juntem bocadinhos de garcia marques com bocadinhos de laura esquivel e um senhor a escrever que sofre do síndrome de patinho feio assombrado por preconceitos do catolicismo ignorante a quem dá para misturar imagens quase escabrosas com outras absolutamente pueris. voilá - o filho de mil homens. não é bom. não é mau. é assim tipo dah.
2013 será o ano de por a leitura em dia, a bem da minha sanidade mental.

em curso:

O filho de mil homens - Valter Hugo Mãe

3.1.13

desopilar. é o meu verbo para 2013.

2.1.13


Green Day - Good Riddance

tinha sentimentos antagónicos quando corria as ruas de maputo a ouvir isto. se por um lado havia uma enorme vontade de seguir, por outro a tristeza parecia ser demasiado grande para carregar. mas hoje, acordei para o futuro vendo que afinal pode mesmo ter fogo de artifício no fim. sim, for what it's worth, it was worth all the while... e hoje o sorriso não me cabe na cara. 

30.12.12

2012 ficará sempre como o ano em que disse adeus. quando se diz adeus fica-se com menos palavras perdidas. é tudo mais objectivo. mais claro. mais vazio, mas mais leve. em 2013 este blog será diferente.
apesar de tudo, eu gostei de 2012. 

27.12.12

coisas aleatórias várias que não percebo ou que me recuso a perceber:

cupcakes, reality shows em geral, loja no chiado quase só com pais natal, hamsters, horatio caine, casinos, sapatos bicudos, bom bocados, espumante doce, ricardo araújo pereira e nuno markl (quase sempre e em ex aequo),  nespresso, torresmos, irmãos catita e todos os seus sucedâneos, hamburgueres do mcdonalds, flores mortas, marcha nupcial, anonas, autos do gil vicente, jornal sol, tequilla, pecado e penitência católicos, escamas de qualquer natureza, bonecos animados com cara de imbecil, bibelots e potpourri, o sebastianismo, aipo, o filme holocausto canibal, vinho do dão e açucar no chá.

26.12.12

este natal foi diferente. não houve vazio. nem falta. houve paz. e risos. e futuro.

24.12.12

2013: portugal, moçambique, portugal, moçambique, portugal, mongólia, portugal, moçambique, portugal, são tomé e príncipe (*), portugal, cambodja (*).

(*) se deus-nosso-senhor permitir e eu não parta nenhuma perna ou assim. 
casa mais ou menos limpa, árvore pronta, compras semi feitas, bolachas no forno. faltam as prendas.

22.12.12

para mim, o mundo como era acabou mesmo hoje. 21 de dezembro de 2012 será sempre o dia em que a vida me disse "estás a ver x o futuro é enorme". pelo meio deram-me um beijo na testa. 

21.12.12

depois de uma noite de copos e poucas horas de sono, parece-me bem provável que o mundo acabe hoje. caso, ainda assim, tal não suceda, espera-me um fim de semana de cão.

20.12.12

desde há umas semanas que temia que a minha saúde não andasse lá muito bem. sentia-me exausta, com a mente extraordinariamente confusa e o cérebro assim como que inchado e prestes a esvair-se pelos ouvidos. até que debaixo de uma série de papéis perdidos reencontrei-me com os óculos. e lentamente  a nuvem carregada por cima dos olhos dissipa-se.  
gosto da palavra serendipity. gosto do que ela tem dentro e que dificilmente se consegue transformar numa única palavra em português que cante assim. serendipity é uma palavra fofinha. e eu nem sequer gosto de coisas fofinhas. mas gosto da palavra serendipity.

19.12.12



Tindersticks - Traveling light

Some things you have to lose along the way
Times are hard, I'll only pick them out, wish I was going back
Times are good, you'll be glad you ran away
estou a ficar um bocado farta de quase tudo.

Tindersticks - Marriage made in heaven

foi a minha banda durante anos e anos e anos e anos e anos. hoje voltei lá. e soube-me bem.
trabalhei cerca de 12 horas quase seguidas, arrumei a secretária e pintei o cabelo. e ainda não é uma da manhã. podia ir agora limpar o carro. mas não me apetece.