1.5.13



John Lennon - Power to the people

23.4.13

e ao segundo dia de férias acordo com uma mensagem de um cliente dizendo:

"Morning X, (...) I would like to thank you and your team for the great work."

e agora vou meter-me no carro e fazer uma viagem de quase 400 km com duas gatas doidas.




she may go to Hell, of course, but at least she isn't standing still.

ee cummings

trust your heart if the seas catch fire, live by love though the stars walk backward

ee cummings 

22.4.13


Marble Sounds - No one ever gave us the right

sol. sol. sol. sol. sol. sol. sol. sol. sol. sol. sol. sol. sol. sol. e mais sol...



Oláfur Arnalds & Arnór Dan - Old Skin

primeiro dia de férias. acordei às 11.25h. depois de dezenas de emails pessoais e de trabalho, vou pôr a casa a cantar com o oláfur arnalds e o arnór dan.  quando estamos em paz a vida é tão bonita!

21.4.13

é meia noite e dezoito minutos. estou oficialmente de férias. 

onze dias sem trabalho (esperemos!).

17.4.13

estou sem tempo suficiente para ver o mundo correr e/ou sentir o que quer que seja para além do cansaço. esta é a razão para este blog estar assim, algo vazio.

11.4.13

eram 2.35h quando enviei o último email do dia de trabalho. eram 2.43h quando desci à garagem e entrei no carro. eram 2.46h quando, por fim, liguei a chave. e eis que, de imediato, o leonard cohen começa a cantar a hallelujah na tsf. e eu largo a rir e a pensar que deus deve ter um sentido de humor do caraças.
a vida de x: acordei às 9.45h são 00.56h e ainda tenho umas duas horas de trabalho pela frente. a vida de x é uma boa merda é!

10.4.13



Dry the River - Weights & Measures

estes rapazes dão alguma dignidade à dor de corno. para além disso, o Peter Liddle - aka the heavily tattooed frontman of London's Dry the River - tem potencial para me causar calores.
odeio anchovas! talvez odeie mais anchovas do que odeio nabos. 

9.4.13


  
Bruce Springsteen & The Seeger Sessions Band - We Shall Overcome
 
há uns dias, alguém me enviou um link de um dos temas do álbum We Shall Overcome de Bruce Springsteen & The Seeger Sessions Band dizendo que, por qualquer razão,  esse álbum fazia esse alguém feliz. eu não conhecia. e nem sequer sou apreciadora do género, nem do Bruce Springsteen. mas, fugindo de preconceitos, pus a tocar do princípio ao fim. dentro do género, o álbum é muito bom e não me aborreceu de todo. mas foi ao chegar aqui, a este We Shall Overcome, que o mundo tremeu. eu até já conhecia uma versão velha e arrastada deste símbolo da luta pelos direitos civis na América dos anos 60 do século passado. mas - talvez pelo momento político-social que vivemos, ou talvez porque a letra tem muito a ver comigo, com a minha relação com o mundo e com os outros e, sobretudo, com alguns aspectos muito intrínsecos a quem eu sou e como eu me relaciono com as pessoas, em especial aquelas que me são (ou foram) muito -, à medida que ia ouvindo este tema tudo o resto desapareceu e fiquei aqui, perdida, no meio desta enorme esperança de que um dia tudo se resolverá.

8.4.13

foi com uns olhos muito brilhantes e marejados de futuro, mas também de uma profunda tristeza, que o queres antes aprender a voar ? nasceu em abril de 2007. entre lágrimas e risos, dor e alegria, desespero e esperança, trambolhões e sucessos, a minha vida teve o percurso que tinha de ter sendo, quase sempre, um percurso solitário. desde então, fiz muita coisa que queria muito fazer:  por ironia de deus (só pode) fui empurrada para fora do mundo que conhecia e onde me sentia extraordinariamente segura ainda que profundamente insatisfeita e com a permanente sensação que estava a viver pela metade; por obra de deus (só pode) tive um daqueles momentos em que se diz "sim ou não" sem pensar e quando me apercebi da dimensão da coisa já era residente oficial na república de moçambique; estava sozinha, absolutamente sozinha, e bastante perdida dentro de mim; depois apaixonei-me  pelo céu africano e pela praia e pela cor e pelo sorriso de quem só tem sorrisos para oferecer; fui à àfrica do sul inúmeras vezes, vi leões e zebras e girafas e rinocerontes e hipopótamos e hienas e gnus e leopardos e elefantes e mais gnus e mais elefantes e mais zebras e mais girafas; atravessei a suazilândia de ponta a ponta, onde vi vacas e mais vacas e burros e mais burros, e gente bonita, e mais gente bonita e terra vermelha cor de sangue e mais gente bonita e vacas, muitas vacas e burros; acampei na ilha de inhaca inúmeras de vezes e no xai-xai e na ponta do ouro; dancei até a noite ficar dia, descalça, na areia, suada e à chuva; bebi muita laurentina preta e aprendi a gostar de gin tónico nas noites quentes de maputo; tomei banho de mar em benguerra e em magaruque, subi às dunas gigantes da ilha de bazaruto, onde também tomei banho de mar na companhia de peixes de mil cores e de golfinhos; sobrevoei parte da costa moçambicana, fiquei boquiaberta com a paisagem cá de baixo; sobrevoei, sozinha, o continente africano várias vezes, vi o sahara lá de cima, e as luzes da europa abastada a aparecer estridentes e tornar a noite em quase dia depois de 10 horas de voo; conheci muita gente que me fez o coração saltar de esperança no futuro, mas também conheci gente feia, e má; consegui, sozinha mas com ajuda de deus (só pode), um bom trabalho que me trouxe de volta a portugal e vi esse bom trabalho tornar-se o trabalho quase perfeito em pouco tempo; passei a sentir-me em família com as pessoas com quem partilho grande parte do meu dia; descobri uma quase-vocação e vários interesses que antes não sabia ter; sozinha, interessei-me por filosofia e física e arte e religião e história; sozinha, aprendi a poesia, descobri whitman e cummings e bukowski e rilke, e apaixonei-me por rilke e bukowski e cummings e whitman; fugi muitas vezes para o campo na urgência de ter os pés descalços em contacto com a terra; peguei no carro sem destino e só parei quando o cansaço dizia que era hora; descobri sons que me são muito, vi concertos que queria mesmo muito ver, mas desisti de salas de cinema que me angustiam no seu ambiente fechado e negro; sozinha, chorei todos os dias durante anos - pela imensidão e pelo exasperante vazio, pelo silêncio e pelo ensurdecedor ruído, pela ausência, pela distância, pela falta, pela dor alheia, pela tristeza dos olhos de outros, pela desordem das coisas, pela injustiça -, chorei todos os dias durante anos por coisas minhas e dos outros, algumas meio parvas. e, às vezes, chorei mesmo por nada, só porque as lágrimas teimavam em cair; sozinha, aprendi que me podia expressar pelo desenho e pela a fotografia, mas ainda não consegui dedicar-me totalmente a nenhum deles; sozinha, escrevi muito, apaguei muitas coisas que escrevi, voltei a escrever, voltei a apagar; sozinha, enfrentei e perdi medos; mas fiquei sensível a tudo, e tudo me doía até à alma, até que passei a ser fria e indiferente as mais das vezes; depois agucei o sentido prático, objectivo, mordaz; e, às vezes, fui má; fui aos balcãs, atravessei a bósnia quase em silêncio, e a sérvia, e o montenegro e parte da croácia; fui  a barcelona e a londres; sozinha, chorei na tate modern em frente a um rothko; passei três semanas de mochila às costas na índia, não gostei da índia, nem da cultura indiana, mas adorei a viagem, a experiência, a comida, a companhia, o limite de tudo, passei horas e horas e mais horas em viagens de comboio e de carro, não gostei da índia mas esta viagem foi uma enorme experiência humana e uma prova de resistência e superação; sozinha, voltei a moçambique uma e outra vez; algo contrariada, fui madrinha de um casamento que acabou ainda antes de começar mas que teve de começar para acabar; fui ao casamento de duas amigas que decidiram, contra quase todos, mostrar que o amor não tem barreiras; contudo, decidi que não ia a mais nenhum cuja presença pudesse evitar e, por isso, recusei pelo menos três convites de familiares; sozinha, absolutamente sozinha, procurei casa durante dois anos, conheci de cor todos os websites de imobiliárias em lisboa, mas só visitei meia dúzia de casas porque tinha os critérios preço-tamanho-localização-estilo muito bem definidos desde o princípio; sozinha, apaixonei-me perdidamente por uma casa mas não a consegui comprar porque alguém se atravessou pelo meio; sozinha, fiquei chateada e quase desistia da procura, cansei-me, amuei, chorei de raiva, vi bancos fechar-me as portas dizendo "não, nem pensar"; senti-me desacompanhada, e incapaz, e impotente; sozinha, respirei fundo, voltei à procura e passados poucos dias decidi visitar uma casa que já tinha visto anunciada há meses mas que por obra de deus (só pode) vim a encontrar numa imobiliária quase insignificante a um preço muito inferior; sozinha, suspirei e disse "vou vê-la só porque sim". apesar de velha e semi-destruída reconheci-a mal entrei, sozinha, na porta. e pensei "esta é a minha casa"; por obra de deus (só pode) consegui, sozinha, um crédito à velocidade da luz e no espaço de um mês comprei-a, sozinha, contratei uma empresa e tratei das obras, sozinha; quando, passadas exactamente dez semanas, entrei na minha nova casa pensei "esta casa é mesmo eu"; empacotei restos de vidas passadas, deitei quase todos os outros fora, comecei do quase-zero; vi que uma casa não fica pronta, está antes em permanente construção, como o resto da vida, na verdade; envolvi-me com pessoas que não deixaram história e com outras que pela ordem lógica das coisas não devia ter-me envolvido, mas percebi que a vida, às vezes, nos prega partidas e que não devemos dizer nunca "desta água jamais beberei"; não me apaixonei por ninguém; mas encontrei uma espécie de alma gémea por breves instantes. e foi bom, foi tão bom, perceber que o mundo tem gente que nos percebe as entrelinhas; dediquei-me de corpo e alma ao trabalho, passei a ser reconhecida pelos meus pares, mas também passei a receber beijos na testa e festas no cabelo do chefe e abraços e risos dos colegas; ainda assim, apeteceu-me desistir muitas vezes, fruto da tendência permanente de fugir em direcção à liberdade; mas mantive-me firme no sítio desta vez pois algo me dizia "x, pára lá um bocadinho e brinca como a gente grande agora"; descobri que o meu sítio é onde estiver desde que esteja bem, mesmo que esteja sozinha as mais das vezes; recentemente, ganhei uma sobrinha que é um novo amor que vai gigantear com o tempo; e ganhei novas ânsias e a vontade de ir onde, em delírios, dizia querer ir. por isso, planeei ir, sozinha, à mongólia e ao combodja, hei-de ir aos dois lados entretanto;  e, sozinha, decidi ser mãe do coração, mesmo que nunca venha a ser mãe de barriga. embora tenham passado só seis anos desde aquele abril distante de 2007, parece que se passaram vidas. parabéns a este blog que me viu crescer e que foi, quase sempre, a minha única verdadeira companhia.

2.4.13

a minha nova colega de trabalho irrita-me até aos ossos!

1.4.13

nada me satifaz. nada me chega.

e eu só queria o silêncio das gargalhadas saídas dos olhos.
 
mas nada me satifaz. nada me chega.

 
Low Roar - Patience

anti-histamínicos e corticoesteróides. abril portanto!

25.3.13

detesto sushi. e não é pelo peixe. é mesmo pelo arroz e pela nori. detesto.
a sério, deus-nosso-senhor, às vezes, parece doido!

24.3.13


Sigur Rós - Ára Bátur

dizia eu há dias que ficou "um cheiro no ar como quem diz sim, amo-te até à dor, e é por isso que tenho de ir embora ou deixa-me, não me deixes. adeus, estou quase a chegar. foi assim!" dizia eu, também, que me soube a despedida. mal eu sabia porquê. aparentemente, o kartjan saíu da banda. e a separação sentiu-se no som. como em todas as histórias de amor, o fim sabe sempre amargo. sigur rós é mais do que as personagens que os compõe. é para lá delas. mas, como em todas as verdadeiras histórias de amor, quando uma parte da equação desaparece, a entidade criada ressente-se. destrói-se. ou reinventa-se. ainda que sem a inocência de antes. juntos fizeram mesmo magia. como as verdadeiras histórias de amor. o futuro será outro, com certeza. exploram-se novas formas. novos corpos. novos cheiros. novas vidas. mas a magia, essa, permanece algures num espaço intemporal. como nas verdadeiras histórias de amor. como neste ára bátur.


Sigur Rós - Brennisteinn

dizia eu que o futuro será outro. será. será este. onde se sente uma liberdade algo estranha. mas ressentimento também. e um certo cinismo. uma raiva contida. uma certa tristeza. misturada com despeito. a mistura é naturalmente explosiva. o sentir é cru. animal. e revolto. a essência está lá. mas quer-se ultrapassar à força. como quando acabam as verdadeiras histórias de amor.

22.3.13

ontem, ao lanche, alguém me pedia "x, conta-me lá a tua história", eu contei um bocadinho e do outro lado recebi um "foda-se, isso parece um filme do woddy allen".

11.2.13



Leonard Cohen - Waiting for the miracle

cruzei-me com o leonard cohen hoje. e, enquanto ouvia com mais atenção do que o normal, juntei duas memórias diferentes que jamais se vão cruzar. por um lado, alguém que de olhos esgalhados descobria que isto é mesmo um milagre e, por outro, alguém que em palavras mais curtas dizia algo como isto Ah baby, let's get married, we've been alone too long. hoje devia ter feito ouvidos surdos. hoje devia.

7.2.13

gostava de perceber porque é que alguém no seu perfeito juízo acha que o legislador se deve meter com os cidadãos na cama e definir a forma moralmente correcta que deve revestir o amor ou a família. juro que gostava. 
acabava de aterrar em moçambique. depois de sentir o calor africano bater-me na cara, respirei fundo e enviei uma mensagem que terminava com um "estou em África!". depois morri. e renasci. foi há seis anos e três dias. na linha descontinuada do tempo em que vivo parece que se passaram várias vidas.

6.2.13

a vida vai-me correndo bem. muito bem. melhor do que alguma vez me atrevi a pedir. é verdade. estou em contraciclo. e isso, sendo bom, põe-me também numa posição ingrata. é que quando alguns daqueles que me rodeiam falam de despedimentos ou redução de ordenados eu não posso simplesmente pedir a palavra para dizer "aumentaram-me e recebi um prémio bem bom". estou bem, mas às vezes, quase que sinto que tenho de pedir desculpa por não estar mal.
apetece-me vestir a minha casa de verão. mudar móveis. mudar cores. mudar tudo. apetece-me.

4.2.13

é uma vontade que venho a guardar para mim desde há bastante tempo. tem vindo a ser constantemente adiada por uma série de razões. a primeira de todas porque o efeito imediato será pôr-me a vida de pantanas. mas, por qualquer motivo maior, tem-se vindo a impôr na minha consciência. como se fizesse todo o sentido do mundo. e, não sendo ainda real, tenho vindo a constatar que começa a modelar o meu amanhã.  o momento da decisão aterroriza-me, contudo. a dúvida. a incerteza. o constante "serei capaz?". resumindo: estou a pensar avançar com uma candidatura para adopção até ao final do ano. pronto, já o disse em voz alta. pode ser que a partir de agora a ideia que guardo para mim desde há bastante tempo comece a ganhar forma.

31.1.13



Devotchka - How it ends

pois então, que seja. e que para trás fique quase tudo.

"for ever is not so long" o caraças!

27.1.13

o sítio é giro. mas a comida é pouco mais do que decente, o serviço é a despachar e a clientela é um bocadinho wannabe. chama-se the decadente. eu suspeito que lá só volto para beber gins no lounge bar. 

23.1.13

nunca me entendi com o verde fechado do minho de onde parti. dêem-me o amarelo descampado do alentejo. ali sim, sou eu.
dificilmente conseguirei perceber como para uns é tão fácil ir e para outros é tão difícil não poder ficar.

22.1.13


Sigur Rós - Sæglópur

é uma história de amor que dura há muito muito tempo.

20.1.13

tomei todas as decisões importantes sozinha, resolvi sempre os meus problemas sozinha, respondi às minhas necessidades, consoante as minhas possibilidades, e sozinha. desde: sair de casa para ir estudar para longe; correr atrás de uma bolsa e de lugar numa residência universitária; arranjar trabalhos vários para pagar as contas que a bolsa não cobria; encontrar trabalho; mudar de trabalho sempre que me fartava do anterior; comprar carro; arrendar e montar casa; mandar tudo para trás das costas e emigrar; voltar ao país; procurar casa, encontrar casa, comprar casa, fazer obras na casa, mudar de casa...

enfim... nunca dependi de ninguém, nunca pedi nada a ninguém. nunca esperei ajuda de ninguém para decidir, ir em frente se fosse o caso e desenvencilhar-me o melhor possível.

mas agora preciso urgentemente de alguém que me meta juízo e me diga: x, vá lá, tu não precisas de um bmw x3!

16.1.13

a vida de x: se há uns tempos atrás me dissessem que algum dia me haviam de pedir para dar formação sobre coisas maradas a pessoal que faz explodir cenas lá para os desterros de áfrica, diria que estavam passados dos cornos.

15.1.13

em regra, durmo muito pouco durante a semana. mas nunca, mas mesmo nunca, na minha vida fiz uma directa. até hoje.
8.09 h da manhã. e eu sem dormir um minuto. foda-se!

14.1.13

já não posso com a história do cão.

 foram 10 anos de histórias. adeus passaporte. 

está na hora de abrir folhas novas. e limpas.

12.1.13

o que raio aconteceu lá pela bélgica para que toda a música interessante que tenho ouvido venha de lá?

10.1.13



Isbells - Time is ticking

... que é como quem diz "passa-te ao coiso" com jeitinho.


pela primeira vez a idade começa-me a fazer confusão. não porque me sinta ou pareça velha. antes porque, de facto, quando faço contas reparo que nova é que já não sou. e depois percebo que o desfazamento entre a minha idade mental e física é disparatado. é que eu ainda me sento no colo do meu pai como quando tinha cinco anos. no entanto, olhando mais de perto para a minha família semi-próxima vejo gente da minha idade que já é avô. até me podia dar para pior mas em vez de ficar deprimida tudo isto me dá é para rir. oh x hás-de ser uma velha gaiteira!

8.1.13

ponto prévio: eu sei cozinhar. contudo, há já demasiado tempo ganhei uma espécie de aversão à cozinha e a todas as tarefas conexas. escolher ou misturar os ingredientes é, mais do que uma ciência ou arte, um profundo acto de amor. estando nós vazios de sentires por dentro, todos esses passos passam a ser um pesado encargo. para além disso, sem os silêncios que se trocam por desnecessidade de mais, todos os sabores sabem ao mesmo. afinal, cozinha-se sempre para alguém. gostava de ser mais como antes. de passar horas ao fogão. de ter as portas de casa escancaradas. e de receber os demais com abraços de cheiros de canela, ou tomilho, ou hortelã, ou alecrim. mas por ora tenho poucos corações para distribuir. ainda assim, acho sempre que os blogs sobre comida são os mais bonitos. 

7.1.13

coisas de quem tem mais que fazer: a árvore de natal foi montada quase na passagem de ano e, por este andar, será desmontada lá para a páscoa.
a mulher certa escolheu o queres antes aprender a voar ? como um dos melhores blogs de 2012. na minha opinião é imerecido. não só 2012 foi um ano pobre na minha bloguisse, como estou certa que o número pequenino de leitores que por cá passam o não justifica. no entanto, foi simpático ver ali escarrapachado o queres antes aprender a voar ? mas nem é isto que me traz aqui. acontece que a propósito deste episódio vim-me apercebendo do burburinho na blogosfera com as nomeações de blogs do ano e coisas assim. eu não tinha noção, mas a blogosfera e os bloggers levam-se demasiado a sério.  capacitem-se, são só blogs, e bloggers, e cenas. o mundo para lá disso é muito mais. pronto, é isto.
porque hoje me apetece ser fútil: odeio sapatos tipo oxford.
quase lidos em 2013 #1

o remorso de baltasar serapião - valter hugo mãe

mais ou menos a meio. estou a gostar mais do que o filho de mil homens.
iniciando a onda be a bitch em 2013 assumo que traí a bobbi brown. troquei-a pela bare minerals. ainda não me arrependi.

6.1.13

lidos em 2013 #1

1 - O filho de mil homens - valter hugo mãe

resumindo, juntem bocadinhos de garcia marques com bocadinhos de laura esquivel e um senhor a escrever que sofre do síndrome de patinho feio assombrado por preconceitos do catolicismo ignorante a quem dá para misturar imagens quase escabrosas com outras absolutamente pueris. voilá - o filho de mil homens. não é bom. não é mau. é assim tipo dah.
2013 será o ano de por a leitura em dia, a bem da minha sanidade mental.

em curso:

O filho de mil homens - Valter Hugo Mãe