23.10.13

a minha equipa de trabalho nomeou-me para dois prémios internos, nas categorias de qualidade e integridade. posso até nem ganhar, mas esta nomeação já é prémio suficiente.

22.10.13


Sarah Jaffe - Swelling
há anos que digo que novembro me muda a vida.
ainda não chegamos lá e já está tudo de pantanas.

21.10.13

as  últimas notícias do meu país de alma deixam-me de coração um bocadinho apertado.
nos últimos anos mudei muito. por dentro e por fora. mas talvez a mudança mais radical tenha sido perder a fé na bondade da generalidade das pessoas e a ideia de que a amizade é imortal. não é.

20.10.13

a minha casa também tem estações do ano. estamos em mudança radical para nos prepararmos para o inverno. vai saber bem estar na nova sala a fazer festas às gatas enquanto se bebe chá e come bolo acabado de fazer. vai ficar tão bonita!

19.10.13

tive uma semana terrível, mas confirmei que o meu trabalho me dá um gozo do caraças. há uns anos no passado, jamais me imaginaria a dizer uma coisa destas. a vida é curiosa. e leva-nos pelo caminho que é nosso, mesmo quando nada o faz crer.

16.10.13

há uns dois meses, roubaram-me a carteira na mercearia do bairro. fiquei sem cartão do cidadão, carta de condução, cartão do seguro de saúde, cartão ikea family e outros que nem sem bem quais. há cerca de quinze dias, perdi a nova carteira num bar do bairro. fiquei sem os cartões bancários. há uns dias assaltaram-me o carro. o ritmo alucinado no trabalho voltou e ando a chegar a casa de madrugada. entre trabalho, compotas, entregas, preparação de encomendas postais, organização logística dos packs de Natal, muito cansaço e péssima alimentação, hoje ia desmaiando de manhã. esta é a real vida de x - o caos!

14.10.13

pela enésima vez, assaltaram-me o carro. levaram quatro isqueiros bic mas deixaram o maço de tabaco. vá-se lá perceber...
"...and we are in bed
together
laughing
and we don't care
about anything..."

Charles Bukowski
 
quando dia e noite não têm horas. e o mundo inteiro somos só nós.

12.10.13



Woodkid - Run boy run

Mexefest, Lisboa.

eu vou!


Daughter - Still

Mexefest, Lisboa.

Eu vou!

8.10.13

o meu irmão mais novo parte amanhã para a alemanha. estive sempre do outro lado - a ser eu a partir em direcção ao futuro sem data de regresso definida. talvez por isso nunca me tivesse apercebido que custa sermos nós a ficar em terra enquanto aqueles que nos são por dentro partem. boa viagem meu amor.
este ano está a ser cheio de movimento e mudança. ganhei uma sobrinha. perdi a minha avó. os meus pais mudaram de casa e de vida. o meu irmão mais novo parte amanhã para a alemanha. e aproxima-se novembro, esse mês que tende a revolver-me a vida. ainda nao estou segura do que por aí vem, mas vem alguma coisa gigante. e este ano já está a ser cheio de movimento e mudança.

7.10.13


 
Chrysta Bell / David Lynch - Angel Star


3.10.13

tentei começar este texto de várias formas diferentes mas desisti. faz três dias que perdi a minha avó. tinha 85 anos cheios e vazios de tanto. mas guardava o sorriso de sempre. e a tolerância, a compreensão, o carinho e a fé no próximo. morreu tranquila. e com a sensação de dever cumprido. aceitei a sua morte com a mesma tranquilidade. e com a mesma paz. não me permiti sentir dor, para poder atenuar a dor da minha mãe. mas não consegui olhar para ela dentro daquela caixa. não consegui estar ao pé das flores. não consegui entrar na igreja. não consegui ir ao cemitério. não consegui chorar. até agora, em casa, sozinha e em silêncio. 

24.9.13



M83 - Wait


Ólafur Arnalds (feat. Arnór Dan)- For now I am winter

invejo-lhe o génio. admiro-lhe a humildade. arrepio-me com a música.

Mumford and Sons - Awake my soul

é isto que o mundo me grita ao ouvido - acorda x, está na hora!

23.9.13

ouvir da boca de alguém que tem vidas que nós achamos bonitas e cheias de tudo - incluindo filhos, família, estabilidade, segurança e sei lá que mais -, dizer a nós (que conhecemos a nossa vida demasiado bem e assumimos que é vazia de tanta coisa - incluindo filhos, família, estabilidade, segurança e sei lá que mais -) coisas como "às vezes invejo-te tanto!" é muito estranho.
 
 

Julianna Barwick - Dancing with friends

23 de outubro. Teatro Maria Matos, Lisboa.

eu vou!

19.9.13

embarquei no dia 21 de agosto com destino a Frankfurt. de lá, parti para Pequim. quando me sentei no avião da Air China, senti que estava, finalmente, a caminho das férias. partia em direcção o oriente. jantei, espreitei os filmes e, quando me começava a chegar o sono, reparei na luz imensa que vinha da minúscula frincha da janela. para mim, eram duas da manhã e a luz áquela hora absurda foi o meu primeiro choque. passei as horas seguintes numa espécie de vigília dormente. passadas umas horas, estava perdida no tempo mas ofereciam-me o pequeno almoço. não faço ideia que horas eram, mas o meu corpo dizia-me que fazia pouco sentido estar com uma omelete à frente naquele momento. abri a janela. lá em baixo estava a paisagem mais extraordinária que jamais vi do alto de um avião - a estepe mongol. atravessei grande parte da Mongólia pelo ar, antes de lhe por os pés no chão. entramos na China, sobrevoamos as montanhas gigantes e quase assustadoras, vimos a grande muralha - que afinal não é só grande, é inacreditável. aterramos. ainda pasmada, esperei pacientemente pelo próximo voo para Ulaanbatar. cheguei ao destino por volta das seis da tarde locais do dia 22 de agosto. estava sete horas no futuro relativamente à minha hora orgânica. não tive jetlag. quando cheguei ao hotel, verifiquei que ficava mesmo ao lado da meta do mongol rally. ri. como eu gostaria de chegar ali um dia montada num carro impossível depois de atravessar meio mundo! aumentou-se-me a vontade de o fazer, confesso. os primeiros dias foram de descoberta do grupo, da consciencialização da distância e do confronto com a dureza da viagem. a primeira surpresa foi descobrir que a nossa porta de entrada no Gobi tinha um imenso aroma a cebolinho. eram quilómetros infindáveis de terra coberta por flores de em tom lilás à entrada de um dos sítios que mais vontade tinha de conhecer no mundo. foram dois dias iniciais cheios de surpresas e imprevistos. e gargalhadas, muitas gargalhadas. já não me ria assim - a acabar em lágrimas - há meses. demasiados meses! vi a luz mais bonita da viagem em Baga Gazrim Chuluu, fui engolida por uma nuvem de areia em Tsagaan Suvarga, lavei-me em casas de banho públicas em Dalanzadgad e, ao quarto dia, chegamos a Bain-Dzak. sentei-me sozinha em frente ao colosso que são as Flaming Cliffs. quase chorei perante a obra de deus, ou do universo, ou sei lá de quem. contive-me. apreciei o silêncio. afoguei-me nele. fiquei ali. absorta. comovida. aquele momento seria eternamente só meu. a custo, levantei-me. e voltei à vida. caminhamos por entre a terra vermelha e reencontramos o caminho da viagem mais à frente. chegamos ao acampamento.  tomei banho num chuveiro improvisado, no meio do nada, enquanto um vento forte e quente tomava conta de tudo. os minutos que estive debaixo de água foram de uma paz imensa. assisti, de fora, a um ritual Xamã e fui invadida por um cansaço incontrolável que me fez quase perder os sentidos antes de chegar à pequena cama que me estava destinada. acordei por volta das cinco da manhã para as trinta horas mais mais extraordinárias de toda a viagem. depois do pequeno almoço, rumamos a Konghoryn Els, as dunas de areia que cantam. a viagem é belíssima, o Gobi é inexplicável, as palavras não chegam. chegamos ao nosso acampamento ao início do final da tarde. em frente ao nosso ger levantavam-se as enormes dunas de areia. o cenário era indescritível. andei em cima de um camelo durante quase três horas. o silêncio era só interropido por pequenas risadas aqui e ali. a paz era gigante. à chegada, sentei-me num pequeno tronco perdido a ver o sol cair. as cores no céu eram intraduzíveis. mais silêncio. (os sons interrompem-nos tanto, quase sempre!) o céu era omnipresente - aquele céu que parece tocar nas nossas cabeças, fazendo-nos insignificantes no meio do todo. no fim de jantar, a escuridão era apenas disfarçada pela luz ténue das lanternas. juntou-se-nos o chefe da família que nos acolheu e ouvimos a sua voz cantar histórias do deserto. quase chorei na penumbra enquanto bebíamos pequenos shots de vodka pura. adormeci embalada por uma enorme paz para acordar às quatro da manhã. estava frio mas tinhamos poucas horas até ao pôr do sol que queríamos ver lá em cima, sentados na crista da duna. fizemo-nos ao caminho quase perdidos por entre pequenos braços de rio intercalados por  zonas de lama e arbustos secos. por fim, chegamos à zona de areia. depois subimos, e subimos, e subimos. todos pensamos desistir a meio. mas todos chegamos ao fim. lá em cima, com as pernas doridas e os pulmões a gritar, sentamo-nos no topo do mundo com o sol a acordar à nossa frente. eram cerca de seis da manhã do dia 27 de agosto e estava a viver um dos momentos mais simples e bonitos da minha vida - o  sol tomava conta do manto imenso de dunas de areia do Deserto de Gobi. depois de quase uma hora imóvel de pasmo, desci-as. estava feliz!


o Deserto de Gobi é avassalador. a enormidade da paisagem inóspita - apesar de profundamente diversa - tira-nos a respiração. o silêncio é dono de quase tudo e só é incomodado pela ocasional passagem de um carro, uma moto, um rebanho... ou pelo vento. mas quando chegamos aqui, às Flamming Cliffs, ou Bain-Dzak, o vento calou-se. e o silêncio apoderou-se de tudo por alguns minutos. eu estava ali, sentada, sozinha e arrebatada por tudo o que se mostrava em meu redor. ao fim de uns segundos,  minha cabeça explodia de nada por dentro. o silêncio absoluto é estonteante.

17.9.13

ouvir ou ler frases como "numa relação com..." é coisa para me pôr os pêlos em pé. foda-se, a palavra "relação" é tão incrivelmente fria que não percebo como é que alguém a usa para expressar a  felicidade meio parva de estar com alguém que por alguma razão parece em determinado momento ser o centro do universo!

16.9.13


Portishead - Roads

já não os ouvia há tanto, mas tanto, tempo. mas cruzei-me com eles hoje. por acaso. ou talvez não. talvez não porque é exactamente esta pergunta que se me põe hoje how can it feel this wrong (?)

13.9.13

em tempos, este blog tenha uma espécie de efeito mágico. era algo estranho, mas tudo o que aqui expressava como vontade acabava por acontecer. obviamente, parte da magia dependia da minha enorme vontade que a coisa em concreto acontecesse de facto. depois a vida mudou, eu tornei-me mais ocupada, mais tranquila em vontades e, também, mais acomodada se calhar. consequentemente, esqueci-me do efeito mágico deste blog e de outras coisas também. mas agora estou disposta a recorrer a tudo para desencalhar um pingarelho que me atormenta há meses - vendam-me a puta da casa caraças! sim, ouviste deus dos blogs e arredores, quero comprar uma casa para os meus pais e preciso que as coisas desencalhem em três dias.

10.9.13

por opção, desta vez viajei sozinha. ou melhor, encontrei-me em ulaanbaatar com um pequeno grupo de pessoas que, pelas mais variadas razões, viajavam, também, sozinhas. cada vez me convenço mais que não sou por natureza um ser social. ou, pelo menos, ou sou-o cada vez menos na acepção comum da palavra. e, no entanto, consigo facilmente misturar-me nos outros, ainda que reserve sempre o meu espaço de quietude solitária com reverência. mas estou, ainda que pareça não estar. foi assim que um dos meus companheiros de viagem me definiu ao fim de uns dias de viagem: x, aquela que parece que não está, mas está! e constato demasiadas vezes que quase sempre estou mais presente em silêncio do que aqueles que mostram estar com ruído. mas o que eu queria mesmo dizer é que é curioso como as pessoas fora do seu palco e longe do conforto do conhecido conseguem facilmente resumir-se ao essencial e encontrar harmonia na diferença em virtude da sobrevivência ao inóspito. despidos de coisas, somos todos iguais. é o aparato material que nos afasta da origem das coisas. é isso é uma pena.
tenho testemunhado várias relações perfeitas, recheadas de declarações de amor constantes e de insistência na revelação pública do amor eterno que está na sua base, a cair de quatro de um dia para o outro. é o mundo que está louco ou são as pessoas que se iludem por quase nada vivendo mentiras numa base diária?
grande parte dos blogs que leio com alguma regularidade estão grávidos ou foram pais há pouco tempo. grande parte das pessoas com quem me cruzo diariamente estão grávidas ou forma pais/mães há pouco tempo. dá-me ideia que o mundo inteiro cresceu menos eu.
pode ser o vício da partida. pode ser a vontade de ser mais ar do que terra. pode ser a angústia da rotina. pode ser só a vontade omnipresente da fuga. ou pode ser só porque sim. a verdade é que ainda não desfiz a mala. não gosto de desfazer malas. entristece-me o regresso. e o fim do que quer que seja. talvez por isso me sinta impelida a pensar no próximo destino, até porque a vida de x é uma espécie de viagem permanente. irão, birmânia, kazaquistão e tajikistão são as vontades do momento.

9.9.13


 
The end of the ocean - On the long road home

poucos dias antes de partir, dizia a alguém preciso de horizonte, de calma, de deus... preciso com urgência de voltar a casa. mais uma vez a música é das poucas coisas que consegue sempre transmitir o meu estado de espírito, mesmo quando tudo o resto falha, ou é impotente para abarcar todos os sentidos. foi assim, como estes dez minutos de violência subtil de sons, que vivi estas três imensas, longas, extenuantes e extraordinariamente vivas semanas - num permanente caminhar pela vastidão do mundo exterior e interior. parti violentamente cansada de quase tudo e sem força para quase nada. voltei com o corpo dorido da dureza da viagem mas com a mente quase limpa e cheia de vontade de me lançar de novo ao mundo. encontrei o horizonte e a calma que precisava. e talvez tenha dado mais um passo para me reencontrar com deus e voltar a casa.

8.9.13


Bastille - Pompei

foi giro entrar num restaurante em Ulaanbaatar e ouvir isto. por momentos, fechei os olhos e no meio do enorme cansaço cantei em silêncio but if you close your eyes, does it almost feel like nothing changed at all? and if you close your eyes, does it almost feel like you've been here before?


















andamos cerca de 2000 km em estradas de terra, ou leitos de rios, ou apenas sobre a erva da estepe; subimos montanhas de pedra; atravessamos rios; passamos por zonas pantanosas debaixo de uma chuva de granizo, raios e trovões; vimos neve nos cumes das montanhas; dormimos em gers no deserto, em cidades, na estepe, nas margens de lagos; vimos iaques, e camelos, e cavalos, e ovelhas, e cabras, e vacas, e abutres, e milhafres, e águias, e roedores de todas as espécies; fizemos caminhadas diárias que duravam horas; vimos chaminés de fada e um mar gigante de areia vermelha; subimos dunas no deserto e vimos o nascer do sol lá em cima; depois, ouvimo-las cantar; tomamos banho em chuveiros improvisados no meio do Gobi, em banhos públicos e em rios; comemos massa com borrego, e mais massa com borrego, e mais massa com borrego, e mais massa com borrego...; bebemos cerveja e vodka mongol; andamos a cavalo; subimos a um vulcão; vimos o céu estrelado em noites frias; dormimos numa planície minada de ratos da estepe; visitamos templos; acordamos com um mongol bêbado no nosso quarto num hotel qualquer numa cidade cujo nome não me recordo; jantamos em sítios onde as ementas eram em mongol e os empregados não falavam uma palavra de inglês; fugimos de um ger cheio de insectos preto depois de quase intoxicarmos com insecticida; rimos; rimos muito; ficamos exaustos; e no dia seguinte ficávamos mais exaustos e rimos ainda mais; fizemos piqueniques no meio da vastidão da paisagem; desempanamos a equipa australiana do charity rally london-mongolia; fomos convidados para ir até à Tasmania; jogamos às cartas para passar o tempo da noite; dormimos com a lareira a arder para esconder o frio lá de fora; bebemos chá de leite e provamos queijos que cheiram e sabem mal como o raio; improvisamos casas de banho e, quando não dava para improvisar, usávamos as latrinas existentes; não vimos um duche durante dias a fio; ficamos descabelados, sujos, transpirados, encardidos, cansados, doridos, e fartos de massa com borrego; não consegui comer uma sopa cheia de pedaços de gordura a boiar sob pena de me vomitar toda logo após a primeira colherada; comemos muitas maçãs por ser a única fruta disponível nos mercados; e frutos secos a acompanhar a cerveja ao final de tarde; cruzamo-nos com poucos turistas e com poucos mongóis; andamos incontactáveis durante dias e dias e dias; ficamos com a cabeça a rebentar de silêncio e vazia de tudo o resto. por isso tudo e por tantas outras coisas que só se sentem, por não caberem em formas ou conceitos, foram dezassete dias do caraças.



voltei. de cabeça vazia e olhos cheios.

20.8.13


 
Sigur Rós - Daudalogn

é com este som e com este querer estar e ser que me preparo para atravessar a mongólia; é com esta espécie de oração na boca como quem pede para lhe devolverem a fé; é com esta esperança de que o silêncio, a distância e o confronto da minha pequenez com a enormidade do planeta me faça voltar a estar agradecida por fazer parte do plano esquizofrénico da criação. volto já!

16.8.13

foi em agosto de 2006, mais ou menos por estes dias, que senti a anunciação da mudança. ela vinha a caminho e eu nada podia fazer contra isso. em sete anos aconteceu um pouco de tudo. mudei de casa, de país, de pessoas, de hábitos, de rotinas, de ideias e de gostos. viajei por sítios que nunca pensei poder um dia ir. descobri que gosto do que a escola me preparou para fazer e que, afinal, a vida às vezes não se engana mesmo que nos leve por caminhos que na altura nos façam pouco sentido. descobri muitas coisas acerca de mim. e dos outros. esvaziei-me de quase tudo. encontrei algo a quem alguns chamam deus e ao que eu chamo casa. mas logo de seguida perdi-o(a), ou fugi dele(a), não sei. mas sei que optei pela fuga ao invés de ficar no vazio de um lugar incompleto. voltarei um dia a fazer as pazes com o universo, suponho. foram sete anos em que aconteceu tanta coisa. boa e má. foram sete anos aos quais me preparo para dizer adeus pois outra mudança se anuncia. como da primeira vez, não sei onde esta me levará. mas vai-me levar a sítios onde nunca fui. disso tenho certeza.

14.8.13

Mongólia, faltam 7 dias!

...e uma mochila pequena, e calças confortáveis, e um casaco quente e leve, e um saco cama, e loiça e talheres de campismo, e uma lanterna, e um impermeável, e uma objectiva nova para a máquina fotográfica, e um cartão de memória, e uma toalha que seque com facilidade, e fitas para prender o cabelo, e um chapéu, e umas havaianas...
coisas que x odeia: sabrinas. x odeia sabrinas.

12.8.13


Sharon Van Etten - Love more
 
resumindo, foi assim.

7.8.13

não bastava estar com um volume de trabalho desumano, gerir diariamente a missão das compotas,  tratar de um crédito bancário e tentar agendar uma escritura em tempo record, pedir um passaporte novo, organizar as coisas para a viagem à mongólia incluindo tratar do pedido de visto, não me bastava não... tinha mesmo de deixar que me gamassem a carteira com os documentos todos, tratar da emissão de novos à velocidade da luz e, quando tudo parecia estar a querer acalmar, o carro vai de pifar mesmo no meio da auto-estrada e o meu seguro - que dizem ser contra todos os riscos - não inclui carro de sustituição! deve ser por isso que ando com episódios quase taquicárdicos.

5.8.13



M83 - Outro

i'm the king of my own land
facing tempests of dust, i'll fight until the end
creature of my dreams raise up and dance with me!
now and forever, i'm your king!


M83 - Midnight city

a ouvir. aos berros.
Mongólia, faltam 15 dias.

30.7.13

12 horas de trabalho diário mais 5 ou 6 de voltas de compotas. x é doida, completamente doida!

29.7.13

x voltou. em branco. foram seis anos. apagados. assim, puff...

9.7.13

era meia noite e oito minutos quando o telefone tocou. do outro lado diziam "parabéns!". sim, x está tão encalacrada no meio de convenções internacionais esquisitissimas que chegou o seu dia de aniversário e nem se apercebeu disso!

30.6.13


Marissa Nadler - The sun always remind me of you

20.6.13


Julianna Barwick - Forever (Nepenthe)

este é o álbum que aguardo com expectativa em 2013.

às flores de laranjeira eu já sabia que era absolutamente alérgica. mas hoje, por fim, descobri o nome daquela árvores que há espalhadas por lisboa, que têm uma flores lilazes (ou roxas) muito bonitas e tal, mas das quais eu não posso sequer chegar perto sob pena de me saltarem os olhos enquanto espirro - jacarandás! porra, tanto ouvia falar de jacarandás e não fazia ideia que eram aquelas árvores do demo que fazem com que quando chegue ao rossio fique a esvair-me em ranho.