7.10.14





M83 - Lower your eyelids to die with the sun


anthony gonzales, o génio de m83, é certamente uma das álmas gémeas de x.

6.10.14


foi com este som que x se despediu de moçambique, na noite de 27 de dezembro de 2007. é aqui que x volta sempre que está prestes a retomar o caminho de áfrica. daqui a pouco, x estará de novo em maputo.


como explicar aos demais que as palavras se formam em fogo por dentro até serem expulsas pela pontas dos dedos como se de um exorcismo se tratasse; como se em convulsões nascessem as ideias que  depois fogem em rios de letras, aparentemente avulsas, aparentemente ao acaso, até que, enfim, traduzem desenhos da alma? como explicar aos demais que escrever é como gritar em silêncio. e que se fica sem ar, sem força, sem lágrimas.como explicar aos demais que escrever quem somos dói?

sim, a vontade de escrever voltou. e isso, nem sempre, é bom.




Sigur Rós - Ára Bátur


muitas vezes, x enrosca-se no escuro, esconde-se do mundo e repulsa as palavras das gentes. x é, quase sempre, incapaz de lidar com o frenesim social. sente-se, quase sempre, deslocada. e descompreende os demais em quase tudo. mas x , às vezes, perde a força de tanto lutar contra moinhos de vento dentro da sua cabeça. é nesses momentos que a música lhe devolve a fé.
coisas soltas sobre x: a sua misantropia está a agravar-se.

x ia ver marissa nadler. mas não foi. o corpo - provavelmente comandado pelo inconsciente - recusou-se a ir. x gosta muito de marissa nadler. sobretudo do álbum Songs III - Bird on the Water. e desse álbum, x gosta muito em particular do tema Leather made Shoes (em baixo). este som marcou um momento muito particular na vida de x. um momento que foi um salto no abismo. um momento que se transformou numa imensa travessia interior com consequências avassaladoras na vida de x e na vida de quem rodeia x. um momento de profunda vulnerabilidade em constante luta com uma força gigante que x não sabia de onde vinha. um momento de fé, em que x se pôs à mercê do universo. um momento em que x perdeu o controle sobre tudo, principalmente sobre a sua mente e o seu coração. um momento em que x sentiu todas as forças exteriores violarem o seu corpo até ao limite da exaustão. um momento de uma fragilidade assustadora. um momento em que x percebeu que o sentir pode matar. um momento cheio de despedidas que se não queriam mas que se sabiam ser para sempre. um momento que ainda hoje abre um enorme espaço negro no corpo e na alma de x. x não gosta de voltar lá. e faz de tudo para não passar lá perto. mas ao ouvir a marissa nadler dizer but you know when she goes she'll by crying, cause a love that has died, is a sad sad thing, x não consegue conter os espamos no corpo que teima em dizer que ainda não está curado. talvez por isso, x não foi ver marissa nadler.

3.10.14


Marissa Nadler - Leather made shoes

domingo. na ZDB - Lisboa. eu vou!
x precisa de umas botas. x vê umas botas. x acha graça às botas. x vai ver o preço das botas. x tem um ataque de riso. 330 euros??

1.10.14

x fica extraordinariamente satisfeita quando consegue contribuir para mudar a vida de alguém. nos últimos tempos, x recomendou duas pessoas para posições bastante apetecíveis. x acreditava que ambas tinham capacidades para os cargos em questão embora tivessem perfis e personalidades algo "out of the box". depois de processos de selecção normais, em que x não teve absolutamente nenhuma intervenção ou influência, ambas foram contratadas. nos sítios sérios e que dependem do que efectivamente produzem, as "cunhas" são uma espécie de mito urbano. quer-se competência e atitude, só. às vezes falta é cruzar-nos no momento certo, com as pessoas certas, para os sítios certos. por acaso, x conhecia duas que até estavam desempregadas há bastante tempo.  x estava atenta. às vezes basta atenção para dar conta de oportunidades únicas, para nós ou para terceiros. e assim, duas pessoas mudaram de vida, num momento particularmente difícil no mundo do trabalho. duas pessoas. duas famílias. cinco crianças. e x fica muito feliz com isso.


26.9.14

ainda não está completamente confirmado, mas x está a ouvir isto no volume máximo e com os olhos a brilhar:





25.9.14

it may not always be so; and i say
that if your lips,which i have loved,should touch
another’s,and your dear strong fingers clutch
his heart,as mine in time not far away;
if on another’s face your sweet hair lay
in such silence as i know,or such
great writhing words as,uttering overmuch,
stand helplessly before the spirit at bay;

if this should be,i say if this should be—
you of my heart,send me a little word;
that i may go unto him,and take his hands,
saying,Accept all happiness from me.
Then shall i turn my face,and hear one bird
sing terribly afar in the lost lands


ee cummings
mantra do dia: "x, as pessoas são assim e tu já tinhas obrigação de o saber e de não ficar tão surpreendida com reacções imbecis"

24.9.14

x não teve a crise dos 30 mas suspeita que vai ter a crise dos 40 a dobrar, sobretudo porque na sua cabeça sente-se na casa dos 25, embora aos 25 fosse bem menos feliz do que hoje. sim, x suspeita que vai ter a crise dos 40 a dobrar.
x tem um quilo indeciso: não sabe se vai se fica!

23.9.14

x vai ter uns óculos novos. são completamente hipster. não porque x seja hipster, mas porque eram os únicos que ficavam menos mal a x. acontece que x tem o cabelo comprido e uma franja a rasar os olhos. a modos que x vai parecer completamente hipster, apesar de não ter grande simpatia pelo género.

19.9.14


Mono - Recoil, ignite

são dois álbuns novos: "The last dawn" e "Rays of darkness". a descrição não podia ser mais perfeita: "Recorded simultaneously yet conceptually and creatively disparate, the two act as both opposing and complementary sides to a story. No strangers to narratives, the twin albums explore familiar themes for the band: Hope and hopelessness, love and loss, immense joy and unspeakable pain."

18.9.14

x foi a uma médica de clínica geral e familiar. tirando quando era criança, x nunca tinha ido a um médico de clínica geral e familiar. consequentemente, x nunca fez análises ou exames ao que quer que seja na vida. a médica meteu as mãos à cabeça e deve ter pensado que x não as bate todas. curiosamente não prescreveu nenhum exame psiquiátrico.
coisas de que x gosta muito, mas mesmo muito: Eclat D'Asperge de Lanvin.

15.9.14

não merceste as penas. não mereceste nenhuma das penas. oh x, enfim percebes.

9.9.14



Mono - Where we begin

 
o álbum vai chamar-se The Last Dawn e aparece por ai lá para outubro.
x tem andado arredada destas lides. é falta de tempo. e, talvez, também falta de vontade. ou de coisas para dizer. os últimos meses têm sido atribulados. trabalho, obras na casa nova, viagens entre lá e cá, reorganização de prioridades, cuidados extra com a alimentação e a saúde, reuniões familiares, brincar com a bia e construir o futuro. mas x sente falta. falta de ter coisas para dizer.
 
 
 

3.9.14

o maior desejo de x para os próximos anos é: saúde para si e para as suas pessoas. talvez seja um reflexo da idade. e das mazelas acumuladas no corpo ao longo dos tempos.
coisas que x odeia: gente estúpida, a moda do tricot e/ou outras artes manuais várias só porque sim, a malta fanática da amamentação, concertinas, gente que trata as crianças como seres acéfalos, o primeiro ministro, e o resto do governo também, correr, tequilla, desperdício, sentir a água do mar acima da cintura, as obras do prédio ao lado que não há meio de acabar e que lhe estão a deixar a casa cheia de rachas, abusadores em geral, gajas sonsas, palavras acabadas em "inho" ou "inha", folhos, padrões floridos, cores pastel e cenas "fofas" em geral, calos, parideiras fanáticas, malta que vive de subsídios em geral só porque sim, queixinhas, pregadores da desgraça, andar de guarda-chuva, sentar-se em esplanadas virada para o sol, conversas de engate, ou conversas de merda em geral e conversas de gaja em particular, borrego a cheirar a borrego.

coisas que x gosta muito mesmo muito: andar descalça e despenteada, fazer piqueniques, banhos de sol no corpo todo e com o mínimo de roupa possível (mas não em esplanadas), imperiais bem tiradas, vento, silêncio, rir, petingas, ter o corpo castanho e quase sem marcas de biquini, praias desertas, pão de sementes do lidl, chocolate lindt passion caramelo com flor de sal, tranças, cheiro a café pela manhã, conduzir sem destino, o land rover evoque, vinho verde branco gelado.

28.8.14

um mês na vida de x:

- obras na casa nova
- lisboa, braga, lisboa, braga, lisboa
- substituir o chefe
- coordenar equipa de seis pessoas
- dores nas costas, nos ombros, nos braços
- fisioterapia
- susto
- férias
- praia, praia, praia
- menos sete quilos
- um bronze do caraças

17.7.14

x leva com um ramo da noiva em cima naquele momento em que toda a gaja que é gaja tenta avidamente apanha-lo. o fotografo corre para x. e para o ramo. x não quer nem imaginar a cara que deve ter feito durante aqueles minimos segundos. x, a contorcer-se de riso, entrega o ramo a um casal gay. o fotografo desiste de fotografar x. e o ramo. x e o casal gay desfazem o ramo da noiva em mil pétalas e espalham-nas pelo ar. x dança. e ri. ri muito. a noite toda. x sai de sapatos na mão. ainda a rir.

15.6.14

casa comprada, porra!
aquele estranho momento em que reencontramos alguém com quem temos uma história e as palavras não saem. aquele estranho momento em que percebemos que deixamos marcas. aquele estranho momento em que nos perguntamos em que é que erramos. aquele estranho momento em que um simples toque de pele nos faz voltar onde ficamos cristalizados no tempo. aquele estranho momento, aconteceu ontem.

11.6.14

coisas que x odeia: perceber que há quem não tenha vergonha na cara e se vanglorie disso e perceber que algumas dessas pessoas de algum modo fazem (ou fizeram) parte da vida de x.

5.6.14

julho = lisboa, funchal, lisboa, braga, lisboa, maputo, lisboa, braga, lisboa!

27.5.14

x tem aversão ao casamento. à instituição em si. mas também à festa ao vestido às flores ao arroz às fotografias... e porque tem aversão ao casamento, x recusa (quase) todos os convites que recebe. mas alguns não pode recusar, e vê-se obrigada a alinhar com a histeria colectiva em volta da coisa. no espaço de um mês, x tem dois convites. daqueles que não pode de todo recusar. x tem de ir. e x vai. algo contrariada, mas vai. x odeia casamentos. mas por razões maiores até faz o esforço e vai. agora não a convidem é para despedidas de solteira/o senão x tem um surto psicótico, foda-se!

repost #12

Gosto de drama. De sabor a saliva misturada com lágrimas. De suores colados em camas desfeitas. De latejar de veias. De emoções violentas. De vida de carne. De sangue vermelho. Gosto de momentos sem regras. Sem horas. Sem amanhã. Gosto de vidas agarradas em sopros. Gosto de alturas e de vãos e pontes. De lâminas e do torpor etílico. Gosto de chãos e de mesas. De voar. E de me pendurar como os morcegos. Gosto de dentes espetados. De unhas que marcam e de olhares descontrolados. De urgência. De vontade. De vida com raiva. Gosto do mundo no corpo.

repost #11

Por vezes, em silêncios longos, as imagens voltam com sinais escritos a ferro. Mas fica antes em silêncio porque já não bastam remendos. A casa ruiu. Queres antes aprender a voar?
o que fazer quando erramos e irremediavelmente nos perdemos num caminho que não é nosso?

26.5.14

 
 
Ólafurs Arnalds ft. Arnor Dan - Old skin
 

In these hands I'll hide, in these hands I'll hide
While this world collides, this world collides
It's not enough for me, it's not enough for me


quarta feira, no CCB!

20.5.14

queria escrever sobre a ressaca. mas ainda estou na fase da náusea. há toda uma readaptação física e mental que se impõe dada a ausência. a dependência de alma alheia talvez seja pior do que qualquer dependência química. não nos deixa marcas por fora. mas corrompe-nos por dentro até não termos lá nada. a não ser esta vontade de vomitar que teima em não passar.

12.5.14

repost #10

Um dia acordamos e tudo desapareceu. Nada é. Nada está. Vácuo. Só. As vozes misturam-se num interminável curso de sons imperceptíveis. Fingimos perceber. Fingimos estar. E fingimos ser o que alguém espera que sejamos, sem saber exactamente o que é isso, pois não sabemos nem quem somos, nem quem são os outros. Tentamos agarrar-nos a coisas que nos pareçam ligeiramente familiares. Tentamos olhar-nos no espelho e encontrar uma réstia de semelhança com a ideia que faziamos de nós. Mas, nada. Nada. Nada. Pedimos em silêncio que nos puxem de volta. (Parece sempre mais fácil voltar ao que se sabe do que enfrentar o que se não conhece.) Mas o abismo acena-nos promessas de tudo. E vamos. Brincam-nos com a cabeça depois. Arrancam-na. Fazem malabarismos perigosos. Voltam a pô-la no sítio por breves instantes. Mas é só para termos a certeza que nada é do que já foi. Voltam a arranca-la. E isto acontece sempre, sempre, sempre. Até percebermos que não somos nós que controlamos o movimento de vai e vem. Depois perdemos tudo. Mesmo o que antes parecia enterrado até ao centro da terra. Num plim tudo deixa de ser. Medo depois. Medo. Muito medo. Quem és tu que estás ai desse lado do espelho? Onde está o eu que tu roubaste? Confusão. Sons. Luzes. Risos. Lágrimas. Muito de tudo. E tudo muito. E, ao mesmo tempo, um vazio. Cheio. Um vazio cheio. É isso. Um vazio cheio. Descontrole. Alucinação. A certeza que a vida como era nos foge. Levam-na. Roubam-na. Mas enfim passamos a sentir tudo. Como antes não ousavamos sequer pensar que fosse possivel. Sentimos tudo. Bom e mau. E tudo lá, naquele sítio que dói e que faz rir. As palavras então saem disparadas por armas de arremesso perdidas algures no meio de nós. Ou então, ficam presas. E os lábios quietos. Xiuuu. Um dia, morremo-nos. Desistimos da guerra. Aceitamos que acabará ali. E que nada o pode impedir. Pomo-nos nas mãos de quem nos tolhe os movimentos. Dizemos que estamos à disposição. "Façam o quiserem! Eu não sou, não sei, não mando, não nada..." e pronto, morremos. E nesse exacto momento somos invadidos por um sopro quente de vida. Que nos entra pelos bocadinhos todos do corpo. Sentimo-nos levitar. Sim, sentimo-nos levitar. Sentimos os olhos encher-se de luz. Ficar transparentes. Mudar de cor. Passamos a ver à frente e atrás. Por fora e por dentro. Pelas margens e através. O coração bate. O peito enche-se. As lágrimas, essas, continuam a despedir-se de ontem. Misturam-se com o riso pela descoberta do plano onde o espaço e o tempo se misturam numa esquizofrenia de sentidos. Á nossa volta, luzes dançam. Vozes cantam. E dão-nos as boas vindas à terra de ninguém e de todos. Depois, renascemo-nos. Sem quase nada a ocupar-nos por dentro. Prontos a recomeçar. Mas agora num patamar acima. Crescemos um bocadinho mais em direcção a casa. Sabemo-nos no sítio certo. Mas ainda assim, às vezes temos saudades. No fim, o terror acaba. O dia volta. E passamos a perceber que entre a loucura e a iluminação a diferença é muito ténue.

repost #9

Há muito tempo que nada vinha com tamanha violência. Tudo é sentido e vivido ao extremo. No arame. Como que a testar os limites do céu. A avalanche de emoções apanha-nos sem avisar. Num imenso e barulhento Buummm invadem-nos. Toma-nos conta. A mente ultrapassa todos os limites imagináveis de capacidade de processamento. Ficamos muito perto da alucinação. Obrigamo-nos a discipliná-la, tentando reproduzir em cores, sons e palavras um bocadinho do que vemos. O dia e a noite não chegam. Tudo é imenso. Tudo é imenso. Sabemos de onde vem. Só não sabemos ainda para quê. Nada é previsível, e o que se anuncia de cara tapada nem sempre é simpático. Ou então é, mas chegar lá aperta muito. A chamada é feita por arrepios quentes que entram pelas pontas dos dedos e nos transportam para a gravidade zero do ser. Os olhos ficam ofuscados e passamos a ver por um ponto qualquer alojado no centro da testa. E tudo passa a ser de verdade e incondicional. Mesmo que não nos faça sentido. Acabou o intervalo.

repost #8



Mãos transparentes arranham por dentro. Salpicadas a vermelho saem as palavras depois.

repost #7



Arrancaram os medos com ferros quentes.
Depois queimaram-nos num auto de fé.

repost #6

Rasguei-te a pele com os dentes, mordi-te coração e cuspi-o, limpei a boca e segui.

repost #5


 
Hoje decidi levar-te ao cadafalso e olhar-te nos olhos enquanto a lâmina cai.

repost #4

Enternece-me a transparência de quem ama pela primeira vez na mesma medida em que me entristece a palidez do olhar de quem teve de voltar a dar passos no escuro.



Balmorhea - Coahuila

coisas que x odeia: patchwork! x odeia patchwork.

9.5.14



Coldplay - Sky full of stars

coldplay não é, de todo, coisa que eu oiça sem ser por mero acaso. mas hoje acordei cedo e, pouco passava das oito da manhã, já ia a caminho do escritório. agora o caminho é diferente, mas praticamente igual ao de uns anos atrás. é uma espécie de gincana por lisboa que me obriga - entre curvas e contracurvas - a atravessar as artérias principais da cidade. e foi ao atravessar a avenida da liberdade que, numa esquina qualquer vi um cartaz de publicidade a qualquer coisa que não percebi o que era que tinha uma frase que dizia algo como "demands shout from rooftops". ao mesmo tempo, começava a tocar isto no rádio - que estava com o som algo alto, como sempre pela manhã. e, não sei bem porquê, naquele momento pareceu-me que o mundo fazia sentido. o que é curioso, porque nem sequer gosto particularmente deste som...

5.5.14

x esteve a preencher a declaração do irs e ficou com vontade de mandar o país inteiro para a puta que o pariu!
 

3.5.14

repost #3

misturam-se os corpos, há uma sofreguidão da alma que pede mais, fecham-se os olhos e arrancam-se em fogo as vontades que não se querem, raiva, como te odeio, não, não foi nada, se os olhos não se cruzam o colar da pele é desimportante, e quando o dia recomeça o ontem não foi, quem és tu que ocupas a minha cama, frio, amanhã tentamos outra vez, mas não, não me queiras ver por dentro, não tenho lá nada que te possa dar.

repost #2

e há alguns alguéns que nos fazem escrever e escrever e escrever e escrever e escrever e escrever e escrever e nos trazem imagens e sons e coisas que não sabemos muito bem de onde vêm e cores muitas muitas muitas cores e pesadelos e nuvens e trovões.

repost #1

eu podia levar a vida inteira a tentar, mas jamais conseguirei explicar o ar que ri. e olhando para trás não me reconheço.
P1100292

às vezes tento chamar a memória. mas desfiz-me de tudo. 

este blog fez 7 anos em abril. x esqueceu-se de lembrar a data. entretanto, há uns meses, x escondeu 6 anos de histórias. x decidiu hoje republicar algumas. o queres antes aprender a voar ? passa, a partir de hoje, a ter uma secção de reposts. e já agora, parabéns a mim e ao queres antes aprender a voar ? que, entretanto, se tornou o meu confidente. e um dos meus melhores amigos.