27.2.14



Kjartan Sveinsson - Credo
 
a dor que isto me causa é proporcional ao brilho que me traz aos olhos! como te odeio por me devolveres ao ontem kjartan sveinsson!

12.2.14

tudo o que fiz ou deixei de fazer na vida foi fruto da minha opção, decisão, palermice, escolha, estupidez, alucinação, lucidez, loucura e afins. sobretudo, tudo o que fiz ou deixei de fazer na vida, foi, e continua a ser, minha responsabilidade. aprendi a resolver os meus problemas, a ir se me apetecesse ir e a ficar se estivesse para ai virada. aprendi, mais do que tudo o resto, a não ser lamechas e a dar corda aos sapatos. deve ser por isso que me dá tanto nos nervos gente sem tomates para pegar nas merdas pelos cornos. foda-se!

11.2.14

26 dias depois, ávida por festejar o fim da época do pneumococo, chego a casa, abro uma garrafa de vinho e ao fim do primeiro copo fico instantaneamente semi-trolaró.

10.2.14



há algo de sinistro no amor. sim, há algo de sinistro no amor.
aqueles dias, em que por dentro nos cresce uma agonia sem  formas; aqueles dias, como hoje.


alguém sobrevirá no fim. alguém sobrevive sempre.

4.2.14

não fumo há 19 dias. os pulmões recuperam. durmo incrivelmente bem.

2.2.14

fevereiro. 2014. sou só eu que acha que o tempo está a correr demasiado depressa?

29.1.14

não fumo há 14 dias. consequentemente, poupei 56 euros durante esse período. depositei-os hoje numa conta que abri há pouco no activobank. pelas minhas contas, em 8 meses pouparei cerca de 1000 euros. o meu plano é ir à islândia e festejar debaixo de uma aurora boreal em reykjavik. parece-me uma boa razão para continuar sem fumar.

27.1.14


Oláfur Arnalds

28 de Maio, CCB.

Eu vou!
12 dias sem fumar!

21.1.14

pela primeira vez na vida, estive verdadeiramente doente. passei a última semana a curar uma pneunomia. tive sorte. detectei-a ainda cedo e o tratamento foi, apesar de tudo, relativamente fácil. durante três dias penei com dores horríveis no peito, tive sérias dificuldades a respirar e a falar e não me conseguia mexer sem que as lágrimas corressem cara abaixo. agora estou bem, embora tenha de ter cuidado e esteja ainda sob vigilância médica. mas esta experiência teve um efeito extraordinariamente positivo: fez-me repensar uma série de coisas e reorganizar prioridades. não fumo há seis dias e pretendo continuar sem fumar. decidi que este ano o vou dedicar a mim, ao meu bem estar e à minha saúde. e que vou deixar de dar importância às coisas e às pessoas que realmente não a têm. não vou gastar nem mais um momento da minha vida com coisas inúteis ou gente imbecil.

6.1.14

ora bem, depois de quatro dias de férias e uma reunião matinal que durou cerca de uma hora, 2014 começou hoje. mas antes do arranque a sério, tenho de ouvir isto. é uma espécie de preparação para a loucura que se anuncia.
 

e chegamos a 2014. passaram-se sete anos desde o momento em que tudo na vida de x mudou. há sete anos, por esta altura, x estava prestes a rumar a moçambique. x não sabia ao que ia, mas sabia que tinha de ir. há sete anos nasceu este blog que acabou por ser o testemunho de uma travessia difícil. há sete anos x começou a traçar um caminho sem o saber. desde então, não recuperou quase nada do que perdeu. mas descobriu parte do seu lugar no mundo. agora x quer o resto. como x disse muitas vezes a alguém há sete anos atrás: "x quer tudo!". e chegou o momento de abraçar o que falta. x tem falta de escrever. mas precisa das palavras a crescer por dentro. enroladas em emoções que asfixiam. que nos revolvem as vísceras e a alma. que nos tiram o ser. que nos afogam de sentir. sete anos! ufa! a viagem foi cansativa. mas valeu a pena. sim, valeu muito a pena. talvez esteja na hora de este blog se calar. ou então talvez esteja na hora de x escrever a sério. a ver.

2.1.14



"x, onde raio estavas com a cabeça?".

1.1.14

o ano começou da forma mais esquizofrénica possível. depois de uma noite de riso e outras coisas mais ou menos alucinadas, o testemunho de uma agressão de um taxista a uma cliente, uma discussão com a psp, o puxar dos galões, um tratamento diferenciado imediato e, logo de seguida, a vontade enorme de dar uma cabeçada a um polícia no meio de outros três. 2014 promete.

22.12.13

2013
 
- nasceu a beatriz;
- fui à mongólia e atravessei o deserto de gobi;
- adiei cinco vezes idas a moçambique;
- transformei a minha casa numa fábrica de compotas. vendemos quase 2000!
- geri uma página do facebook com mais de 1200 subscritores;
- não fui uma única vez à praia;
- passei uma semana em braga para fazer a mudança de casa dos meus pais;
- perdi a minha avó;
- fechei um negócio depois de quase dois anos de trabalho;
- fui a paris como uma espécie de teste e correu lindamente;
- o meu irmão mais novo mudou-se para braunschweig;
- acabei de mobilar a minha sala;
- reuni amigos de sempre;
- acabei com uma ligação doente;
- envelheci;
- recebi uma oferta de trabalho milionária que recusei;
- deixei os chefes boquiabertos;
- recebi várias mensagens de clientes a falar bem do trabalho da minha equipa;
- trabalhei mais do que nunca;
- decidi adoptar;
- fiz amigos novos;
- vi sigur rós e mono;
- fui nomeada para um prémio de qualidade;
- vi os meus pais extraordinariamente felizes.
 
resumindo, nasceu a beatriz!

20.12.13

em paris deparei-me com uma mesa com 15 pessoas da indústria petrolífera internacional prontas para me albarroar com perguntas. como em tudo o que faço na vida, respirei fundo e pensei "x, ninguém aqui sabe mais disto em concreto do que tu, mesmo que tu não saibas assim tanto, a modos que orienta-te". correu tudo bem, correu tudo muito bem. no fim, vieram agradecer-me as respostas, desejar boas festas e pedir mais trabalho. de paris vi os champs élyseés de fugida, a cama do hotel, o interior de dois taxis e uma sala reuniões. dois dos meus interlocutores holandeses eram giros mesmo giros. toda a gente foi extraordinariamente simpática, acessível, prática, objectiva e sem merdas. voltei passadas vinte e quatro horas. o chefe perguntou "então, não te tremeram os joelhos?". não, não tremeram os joelhos nem nenhum outra parte do corpo. e é tudo.

16.12.13

gerir uma página de facebook com 1200 subscritores, anotar encomendas, preparar encomendas, entregar encomendas, enviar encomendas pelo correio... enquanto isso, trabalhar 10 a 12 horas por dia incluindo fins de semana, organizar um jantar para vinte pessoas, fechar uma operação, preparar uma viagem de trabalho, preparar uma reunião de trabalho onde vou ser cilindrada com perguntas e dúvidas e pedidos de esclarecimento e sei lá mais o quê, aturar os estagiários, substituir o chefe na ausência, e voltar a gerir uma página de facebook com 1200 subscritores, anotar encomendas, preparar encomendas, entregar encomendas, enviar encomendas pelo correio... quando estas duas semanas acabarem vou-me sentir feliz! nem que seja por ter quatro dias de férias!

10.12.13

este ano, a festa de natal com os amigos de sempre - agora também com terceiros e crianças - vai ser na casa de x. ao fim de quase 20 anos, ainda há pessoas que vão ficando. e isso é giro.
há quase seis anos que x trabalha no mesmo sítio. esta é a relação mais longa, estável e fiel que x teve até hoje. quem diria...


Tom Waits - I hope I never fall in love with you

ao princípio, não o suportava. depois aprendi a gostar dele. hoje está-me colado à pele. os grandes amores são assim.

8.12.13


Sigur Rós - Glósóli

um dia o futuro chama-te. tu respiras fundo, engoles medos, e vais.










casa, é onde somos inteiros.

6.12.13



é impossível explicar áfrica a quem nunca esteve em áfrica. é impossível explicar a saudade de áfrica a quem nunca viveu em áfrica. é impossível explicar como a terra se mistura com o sangue, como os risos de destacam das dificuldades, como o nada tem tanto dentro. é impossível não sentirmos vergonha. pela exploração. e pela imposição de barreiras justificada por cores de pele. mas é, sobretudo, impossível explicar a esperança, a força, a fé de quem quase nada tem. é impossível explicar o que este nkosi sikelel' iáfrika representa a alma de um continente a quem nunca o ouviu sair da voz de quem o canta com as lágrimas nos olhos. tenho o coração dividido a meio. e hoje também eu me sinto orfã.