6.10.14





Sigur Rós - Ára Bátur


muitas vezes, x enrosca-se no escuro, esconde-se do mundo e repulsa as palavras das gentes. x é, quase sempre, incapaz de lidar com o frenesim social. sente-se, quase sempre, deslocada. e descompreende os demais em quase tudo. mas x , às vezes, perde a força de tanto lutar contra moinhos de vento dentro da sua cabeça. é nesses momentos que a música lhe devolve a fé.
coisas soltas sobre x: a sua misantropia está a agravar-se.

x ia ver marissa nadler. mas não foi. o corpo - provavelmente comandado pelo inconsciente - recusou-se a ir. x gosta muito de marissa nadler. sobretudo do álbum Songs III - Bird on the Water. e desse álbum, x gosta muito em particular do tema Leather made Shoes (em baixo). este som marcou um momento muito particular na vida de x. um momento que foi um salto no abismo. um momento que se transformou numa imensa travessia interior com consequências avassaladoras na vida de x e na vida de quem rodeia x. um momento de profunda vulnerabilidade em constante luta com uma força gigante que x não sabia de onde vinha. um momento de fé, em que x se pôs à mercê do universo. um momento em que x perdeu o controle sobre tudo, principalmente sobre a sua mente e o seu coração. um momento em que x sentiu todas as forças exteriores violarem o seu corpo até ao limite da exaustão. um momento de uma fragilidade assustadora. um momento em que x percebeu que o sentir pode matar. um momento cheio de despedidas que se não queriam mas que se sabiam ser para sempre. um momento que ainda hoje abre um enorme espaço negro no corpo e na alma de x. x não gosta de voltar lá. e faz de tudo para não passar lá perto. mas ao ouvir a marissa nadler dizer but you know when she goes she'll by crying, cause a love that has died, is a sad sad thing, x não consegue conter os espamos no corpo que teima em dizer que ainda não está curado. talvez por isso, x não foi ver marissa nadler.

3.10.14


Marissa Nadler - Leather made shoes

domingo. na ZDB - Lisboa. eu vou!
x precisa de umas botas. x vê umas botas. x acha graça às botas. x vai ver o preço das botas. x tem um ataque de riso. 330 euros??

1.10.14

x fica extraordinariamente satisfeita quando consegue contribuir para mudar a vida de alguém. nos últimos tempos, x recomendou duas pessoas para posições bastante apetecíveis. x acreditava que ambas tinham capacidades para os cargos em questão embora tivessem perfis e personalidades algo "out of the box". depois de processos de selecção normais, em que x não teve absolutamente nenhuma intervenção ou influência, ambas foram contratadas. nos sítios sérios e que dependem do que efectivamente produzem, as "cunhas" são uma espécie de mito urbano. quer-se competência e atitude, só. às vezes falta é cruzar-nos no momento certo, com as pessoas certas, para os sítios certos. por acaso, x conhecia duas que até estavam desempregadas há bastante tempo.  x estava atenta. às vezes basta atenção para dar conta de oportunidades únicas, para nós ou para terceiros. e assim, duas pessoas mudaram de vida, num momento particularmente difícil no mundo do trabalho. duas pessoas. duas famílias. cinco crianças. e x fica muito feliz com isso.


26.9.14

ainda não está completamente confirmado, mas x está a ouvir isto no volume máximo e com os olhos a brilhar:





25.9.14

it may not always be so; and i say
that if your lips,which i have loved,should touch
another’s,and your dear strong fingers clutch
his heart,as mine in time not far away;
if on another’s face your sweet hair lay
in such silence as i know,or such
great writhing words as,uttering overmuch,
stand helplessly before the spirit at bay;

if this should be,i say if this should be—
you of my heart,send me a little word;
that i may go unto him,and take his hands,
saying,Accept all happiness from me.
Then shall i turn my face,and hear one bird
sing terribly afar in the lost lands


ee cummings
mantra do dia: "x, as pessoas são assim e tu já tinhas obrigação de o saber e de não ficar tão surpreendida com reacções imbecis"

24.9.14

x não teve a crise dos 30 mas suspeita que vai ter a crise dos 40 a dobrar, sobretudo porque na sua cabeça sente-se na casa dos 25, embora aos 25 fosse bem menos feliz do que hoje. sim, x suspeita que vai ter a crise dos 40 a dobrar.
x tem um quilo indeciso: não sabe se vai se fica!

19.9.14


Mono - Recoil, ignite

são dois álbuns novos: "The last dawn" e "Rays of darkness". a descrição não podia ser mais perfeita: "Recorded simultaneously yet conceptually and creatively disparate, the two act as both opposing and complementary sides to a story. No strangers to narratives, the twin albums explore familiar themes for the band: Hope and hopelessness, love and loss, immense joy and unspeakable pain."

18.9.14

x foi a uma médica de clínica geral e familiar. tirando quando era criança, x nunca tinha ido a um médico de clínica geral e familiar. consequentemente, x nunca fez análises ou exames ao que quer que seja na vida. a médica meteu as mãos à cabeça e deve ter pensado que x não as bate todas. curiosamente não prescreveu nenhum exame psiquiátrico.
coisas de que x gosta muito, mas mesmo muito: Eclat D'Asperge de Lanvin.

15.9.14

não merceste as penas. não mereceste nenhuma das penas. oh x, enfim percebes.

9.9.14



Mono - Where we begin

 
o álbum vai chamar-se The Last Dawn e aparece por ai lá para outubro.
x tem andado arredada destas lides. é falta de tempo. e, talvez, também falta de vontade. ou de coisas para dizer. os últimos meses têm sido atribulados. trabalho, obras na casa nova, viagens entre lá e cá, reorganização de prioridades, cuidados extra com a alimentação e a saúde, reuniões familiares, brincar com a bia e construir o futuro. mas x sente falta. falta de ter coisas para dizer.
 
 
 

3.9.14

o maior desejo de x para os próximos anos é: saúde para si e para as suas pessoas. talvez seja um reflexo da idade. e das mazelas acumuladas no corpo ao longo dos tempos.
coisas que x odeia: gente estúpida, a moda do tricot e/ou outras artes manuais várias só porque sim, a malta fanática da amamentação, concertinas, gente que trata as crianças como seres acéfalos, o primeiro ministro, e o resto do governo também, correr, tequilla, desperdício, sentir a água do mar acima da cintura, as obras do prédio ao lado que não há meio de acabar e que lhe estão a deixar a casa cheia de rachas, abusadores em geral, gajas sonsas, palavras acabadas em "inho" ou "inha", folhos, padrões floridos, cores pastel e cenas "fofas" em geral, calos, parideiras fanáticas, malta que vive de subsídios em geral só porque sim, queixinhas, pregadores da desgraça, andar de guarda-chuva, sentar-se em esplanadas virada para o sol, conversas de engate, ou conversas de merda em geral e conversas de gaja em particular, borrego a cheirar a borrego.

coisas que x gosta muito mesmo muito: andar descalça e despenteada, fazer piqueniques, banhos de sol no corpo todo e com o mínimo de roupa possível (mas não em esplanadas), imperiais bem tiradas, vento, silêncio, rir, petingas, ter o corpo castanho e quase sem marcas de biquini, praias desertas, pão de sementes do lidl, chocolate lindt passion caramelo com flor de sal, tranças, cheiro a café pela manhã, conduzir sem destino, o land rover evoque, vinho verde branco gelado.

28.8.14

um mês na vida de x:

- obras na casa nova
- lisboa, braga, lisboa, braga, lisboa
- substituir o chefe
- coordenar equipa de seis pessoas
- dores nas costas, nos ombros, nos braços
- fisioterapia
- susto
- férias
- praia, praia, praia
- menos sete quilos
- um bronze do caraças

17.7.14

x leva com um ramo da noiva em cima naquele momento em que toda a gaja que é gaja tenta avidamente apanha-lo. o fotografo corre para x. e para o ramo. x não quer nem imaginar a cara que deve ter feito durante aqueles minimos segundos. x, a contorcer-se de riso, entrega o ramo a um casal gay. o fotografo desiste de fotografar x. e o ramo. x e o casal gay desfazem o ramo da noiva em mil pétalas e espalham-nas pelo ar. x dança. e ri. ri muito. a noite toda. x sai de sapatos na mão. ainda a rir.

15.6.14

casa comprada, porra!
aquele estranho momento em que reencontramos alguém com quem temos uma história e as palavras não saem. aquele estranho momento em que percebemos que deixamos marcas. aquele estranho momento em que nos perguntamos em que é que erramos. aquele estranho momento em que um simples toque de pele nos faz voltar onde ficamos cristalizados no tempo. aquele estranho momento, aconteceu ontem.

11.6.14

coisas que x odeia: perceber que há quem não tenha vergonha na cara e se vanglorie disso e perceber que algumas dessas pessoas de algum modo fazem (ou fizeram) parte da vida de x.

5.6.14

julho = lisboa, funchal, lisboa, braga, lisboa, maputo, lisboa, braga, lisboa!