rasguei-te a pele com os dentes, mordi-te coração e cuspi-o, limpei a boca e segui.
24.6.16
19.6.16
18.6.16
16.6.16
cenas:
- x está a tomar anti-depressivos; x não é, nem está, deprimida, mas a neurologista diz que é a única coisa que tem mostrado resultados nas cefaleias tensionais; x não sente quaisquer efeitos estranhos dos anti-depressivos, mas as dores de cabeça passaram e ainda faltam quatro semanas para acabar o tratamento;
- x foi ao nos primavera sound; sigur ros foi estranho (atirar com a guitarra para cima da bateria jonsi?what the fuck?)... mas explosions In the sky foi assim qualquer coisa de sublime, ainda que tenha sido curto, demasiado curto...;
- x tem pensado muito em muitas coisas que não interessam nada e tem vindo a perceber que o seu eu e construído em cima de silêncios;
- x está hiper feliz com o facto de ter uma empregada doméstica; chegar a casa a desoras depois de dias de trabalho demasiado longos e ver a cama feita e tudo no sítio e não ter de passar os fins de semana a limpar cenas é um descanso;
- x sente-se distante de quase tudo, e sente que se está a habituar em demasia a distância, mas teme que a sua quase misantropia extrapole para sítios sem retorno;
- x não confia em quase ninguem, e isso não é bom;
- a casa de x está finalmente quase toda mobilada; porra que parece que a casa não tem fundo...;
- x adora mojitos... mas os mojitos que x gosta mesmo mesmo mesmo são feitos numa esplanada a dez mil quilómetros de distância, em Maputo;
- x já foi várias vezes ao Kruger Park e não acha grande graça ao Kruger Park;
- x quer ir a Birmânia, mas este ano decidiu não fazer nenhuma grande viagem pois está cansada de malas e aviões;
- x perdeu completamente o gosto e a vontade de cozinhar, e tem pena pois misturar cores e sabores e das coisas mais bonitas do mundo;
- x descobriu o canal A&E e esta viciada no programa Storage Wars -Texas; sim, x às vezes tem coisas que não lembra ao demo;
- x tem estado ausente... sao varias as razões - pouco tempo, Mac morto, máquina fotográfica esquecida algures, livros a aguardar ser lidos, música a aguardar ser ouvida e, principalmente, sentires que se não sentem há muito; resumindo, x não tem grande coisa para dizer e por isso tem estado calada.
7.6.16
19.5.16
x chega a casa às onze e tal da noite. x abre a porta de casa. x liga a luz. x vê a casa arrumada. x lembra-se que hoje foi o primeiro dia da empregada. x repara que tem o telemóvel desligado desde manhã. x põe o telemóvel a carregar. x liga o telemóvel. x ouve vários plims seguidos. x vê, por fim, várias mensagens da empregada a perguntar "doutora x, onde esta guardada a tábua de passar a ferro!". x responde apesar das desoras e diz "não tenho! só passo a ferro mesmo mesmo quando não há outra hipótese... e faço-o sempre em cima da cama!". x recebe um telefonema - era a empregada, a rir que nem uma maluca!
13.5.16
perguntam-me: porque não escreves mais no blog x? porque não respondes às mensagens, e aos telefonemas, x? porque não publicas o comentários x? porque é que andaste com o carro quase sem gasolina e alimentado praticamente a vapores durante quatro dias seguidos x? porque não envias a leitura do contador da edp em tempo x? (...)
ora bem, a resposta a isso tudo é "porque x é só uma e tem uma vida do demo".
4.5.16
atravessar a Bósnia, a Sérvia e o Montenegro de carro, andar três semana numa carrinha soviética pela Mongólia e ver o nascer do sol no alto de uma duna no Deserto de Góbi e viajar pela Índia de mochila às costas ao sabor das linhas de comboio foram três das viagens que mais marcaram x. no entanto, x tem para si que a Islândia vai superar tudo o resto.
3.5.16
2.5.16
26.4.16
stress pós traumático ou síndrome de pavlov. x suspeita sofrer de um destes pois de cada vez que alguém tem um comportamento que x entenda ser incorrecto, injusto ou apenas estúpido, x começa a hiperventilar, tem acessos nervosos e a cabeça parece que fica meio à toa. x acha que está a precisar de férias. ou então de comprimidos para a cabeça.
15.4.16
X tem-se confrontado com a consciência da finitude. Da morte. Da insignificância de cá. X tem tido dilemas sérios com a vontade de ser mais aqui e a noção que ser mais aqui vale de pouco. X tem lutado internamente com a crueldade do tempo. Com a rudeza das coisas. Com o nada que somos. X tem vindo a concluir que nada pode fazer contra o curso do mundo. E isso não traz tranquilidade nenhuma. Os clichês de algum modo ajudam. Mas esses são só isso, clichês. A vida e bonita. Mas é sempre curta. X quer tanto. X tem tanto que ainda não fez. E o tempo passa. E mata de dia para dia mais um bocadinho de vontade. Ainda assim, x não tem tido razões para queixumes. Nem para arrependimentos. X tem tido uma vida boa. Agora só precisa de risos infantis a encher-lhe o peito. E a casa.
14.4.16
12.4.16
9.4.16
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