11.2.13



Leonard Cohen - Waiting for the miracle

cruzei-me com o leonard cohen hoje. e, enquanto ouvia com mais atenção do que o normal, juntei duas memórias diferentes que jamais se vão cruzar. por um lado, alguém que de olhos esgalhados descobria que isto é mesmo um milagre e, por outro, alguém que em palavras mais curtas dizia algo como isto Ah baby, let's get married, we've been alone too long. hoje devia ter feito ouvidos surdos. hoje devia.

7.2.13

gostava de perceber porque é que alguém no seu perfeito juízo acha que o legislador se deve meter com os cidadãos na cama e definir a forma moralmente correcta que deve revestir o amor ou a família. juro que gostava. 
acabava de aterrar em moçambique. depois de sentir o calor africano bater-me na cara, respirei fundo e enviei uma mensagem que terminava com um "estou em África!". depois morri. e renasci. foi há seis anos e três dias. na linha descontinuada do tempo em que vivo parece que se passaram várias vidas.

6.2.13

a vida vai-me correndo bem. muito bem. melhor do que alguma vez me atrevi a pedir. é verdade. estou em contraciclo. e isso, sendo bom, põe-me também numa posição ingrata. é que quando alguns daqueles que me rodeiam falam de despedimentos ou redução de ordenados eu não posso simplesmente pedir a palavra para dizer "aumentaram-me e recebi um prémio bem bom". estou bem, mas às vezes, quase que sinto que tenho de pedir desculpa por não estar mal.
apetece-me vestir a minha casa de verão. mudar móveis. mudar cores. mudar tudo. apetece-me.

31.1.13



Devotchka - How it ends

pois então, que seja. e que para trás fique quase tudo.

"for ever is not so long" o caraças!

27.1.13

o sítio é giro. mas a comida é pouco mais do que decente, o serviço é a despachar e a clientela é um bocadinho wannabe. chama-se the decadente. eu suspeito que lá só volto para beber gins no lounge bar. 

23.1.13

nunca me entendi com o verde fechado do minho de onde parti. dêem-me o amarelo descampado do alentejo. ali sim, sou eu.
dificilmente conseguirei perceber como para uns é tão fácil ir e para outros é tão difícil não poder ficar.

22.1.13


Sigur Rós - Sæglópur

é uma história de amor que dura há muito muito tempo.

20.1.13

tomei todas as decisões importantes sozinha, resolvi sempre os meus problemas sozinha, respondi às minhas necessidades, consoante as minhas possibilidades, e sozinha. desde: sair de casa para ir estudar para longe; correr atrás de uma bolsa e de lugar numa residência universitária; arranjar trabalhos vários para pagar as contas que a bolsa não cobria; encontrar trabalho; mudar de trabalho sempre que me fartava do anterior; comprar carro; arrendar e montar casa; mandar tudo para trás das costas e emigrar; voltar ao país; procurar casa, encontrar casa, comprar casa, fazer obras na casa, mudar de casa...

enfim... nunca dependi de ninguém, nunca pedi nada a ninguém. nunca esperei ajuda de ninguém para decidir, ir em frente se fosse o caso e desenvencilhar-me o melhor possível.

mas agora preciso urgentemente de alguém que me meta juízo e me diga: x, vá lá, tu não precisas de um bmw x3!

16.1.13

a vida de x: se há uns tempos atrás me dissessem que algum dia me haviam de pedir para dar formação sobre coisas maradas a pessoal que faz explodir cenas lá para os desterros de áfrica, diria que estavam passados dos cornos.

15.1.13

em regra, durmo muito pouco durante a semana. mas nunca, mas mesmo nunca, na minha vida fiz uma directa. até hoje.
8.09 h da manhã. e eu sem dormir um minuto. foda-se!

14.1.13

já não posso com a história do cão.

 foram 10 anos de histórias. adeus passaporte. 

está na hora de abrir folhas novas. e limpas.

12.1.13

o que raio aconteceu lá pela bélgica para que toda a música interessante que tenho ouvido venha de lá?

10.1.13



Isbells - Time is ticking

... que é como quem diz "passa-te ao coiso" com jeitinho.


pela primeira vez a idade começa-me a fazer confusão. não porque me sinta ou pareça velha. antes porque, de facto, quando faço contas reparo que nova é que já não sou. e depois percebo que o desfazamento entre a minha idade mental e física é disparatado. é que eu ainda me sento no colo do meu pai como quando tinha cinco anos. no entanto, olhando mais de perto para a minha família semi-próxima vejo gente da minha idade que já é avô. até me podia dar para pior mas em vez de ficar deprimida tudo isto me dá é para rir. oh x hás-de ser uma velha gaiteira!

8.1.13

ponto prévio: eu sei cozinhar. contudo, há já demasiado tempo ganhei uma espécie de aversão à cozinha e a todas as tarefas conexas. escolher ou misturar os ingredientes é, mais do que uma ciência ou arte, um profundo acto de amor. estando nós vazios de sentires por dentro, todos esses passos passam a ser um pesado encargo. para além disso, sem os silêncios que se trocam por desnecessidade de mais, todos os sabores sabem ao mesmo. afinal, cozinha-se sempre para alguém. gostava de ser mais como antes. de passar horas ao fogão. de ter as portas de casa escancaradas. e de receber os demais com abraços de cheiros de canela, ou tomilho, ou hortelã, ou alecrim. mas por ora tenho poucos corações para distribuir. ainda assim, acho sempre que os blogs sobre comida são os mais bonitos. 

7.1.13

coisas de quem tem mais que fazer: a árvore de natal foi montada quase na passagem de ano e, por este andar, será desmontada lá para a páscoa.
a mulher certa escolheu o queres antes aprender a voar ? como um dos melhores blogs de 2012. na minha opinião é imerecido. não só 2012 foi um ano pobre na minha bloguisse, como estou certa que o número pequenino de leitores que por cá passam o não justifica. no entanto, foi simpático ver ali escarrapachado o queres antes aprender a voar ? mas nem é isto que me traz aqui. acontece que a propósito deste episódio vim-me apercebendo do burburinho na blogosfera com as nomeações de blogs do ano e coisas assim. eu não tinha noção, mas a blogosfera e os bloggers levam-se demasiado a sério.  capacitem-se, são só blogs, e bloggers, e cenas. o mundo para lá disso é muito mais. pronto, é isto.
porque hoje me apetece ser fútil: odeio sapatos tipo oxford.
quase lidos em 2013 #1

o remorso de baltasar serapião - valter hugo mãe

mais ou menos a meio. estou a gostar mais do que o filho de mil homens.
iniciando a onda be a bitch em 2013 assumo que traí a bobbi brown. troquei-a pela bare minerals. ainda não me arrependi.