para x, a forma mais fácil de deixar de se importar com quem quer que seja é perder-lhe o respeito intelectual e/ou pessoal. quando isso acontece, não há mais nada a fazer. e x vai-se embora sem remorsos. sem dúvidas. e sem esforço.
rasguei-te a pele com os dentes, mordi-te coração e cuspi-o, limpei a boca e segui.
27.4.15
22.4.15
x não duvida que existe discriminação das mulheres no mercado de trabalho. que os ordenados são, em regra, mais baixos e que a progressão é mais lenta. no entanto, x nunca sentiu essa discriminação directamente na pele. e a propósito de uma conversa acerca deste tema, x concluiu que a razão mais provável para nunca ter sentido essa discriminação directamente na pele é que, na verdade, x tem muito de gajo. e então quando é para mandar alguém para o caralho com as letras todas, x não só tem muito de gajo, como esse gajo é do norte!
21.4.15
x não distribui as pessoas por classes. distribui-as por boas pessoas ou más pessoas. mas x pos-se a pensar nessa coisa das "classes" e foi tentar perceber como estas se dividem. x concluiu que nasceu na classe baixa, cresceu numa iludida classe média e, ao que parece, hoje é membro da classe média-alta ou, para alguns, alta mesmo. isso não interessa nada a x. o que lhe interessa é que, felizmente, o nível em que está lhe permite fazer algumas pessoas felizes. x tem esta coisa - distribui. e gosta de distribuir. x gosta, obviamente, de ter uma vida tranquila e confortável. mas não liga nada a ostentações. a posses. os prazeres de x são até algo frugais. e poucas vezes têm preços. por outro lado, x tem um prazer enorme em ajudar quem precisa e merece. na verdade, é isso que faz de x uma pessoa feliz. para além disso, x acredita piamente na lei do retorno. o que vai, volta em dobro. nem que seja em sorrisos. x dá. porque pode dar mas, sobretudo, porque gosta de dar e porque precisa de dar. é uma espécie de forma de agradecimento ao universo por ter criado as oportunidades e ter dado a x o discernimento de as aproveitar na hora certa. mas x só dá a quem merece. relativamente aos outros, x está-se nas tintas.
20.4.15
houve desenvolvimentos inesperados durante o fim de semana. uma notícia-bomba no mercado internacional chegou a fazer x pensar que, afinal, ia manter-se em lisboa. mas não. é mesmo para avançar! essa notícia-bomba ainda torna tudo isto mais surreal. resumindo, x vai para o olho do furacão da indústria!
17.4.15
11.4.15
x sabe que nada mais será como é agora.
x sabe que chegou ao fim este ciclo.
x já chorou.
x já riu.
x não sabe o que sentir.
x só sabe que foi feliz aqui e que chegou a hora de seguir.
x sabe, também, que lhe estão a dar a maior prova de confiança. e de respeito. e, mesmo, de amor.
x sabe, sobretudo, que nunca ninguém lhe disse "vai, mas volta, eu espero-te!"
"eu espero-te!" - é isto que deixa x desarmada.
hoje, x sabe que alguém a espera de volta, mesmo sem ainda ter partido.
10.4.15
9.4.15
8.4.15
28.3.15
25.3.15
23.3.15
Of Monsters and Men - Little talks
23 de março de 2015. há 8 anos x estava a empacotar restos da vida que havia sido. no meio de roupas e papéis e coisas várias de que x não ia precisar mais, ficaram, também, lágrimas. x estava atordoada. algures num limbo cheio de emoções enormes e antagónicas. x nunca reconsiderou. x sabia que aquele era o caminho. mas x nunca pensou que fosse tão difícil. tão doloroso. tão avassalador. a 23 de março de 2007, faltavam mais ou menos 15 dias para o queres antes aprender a voar ? nascer. x já o levava consigo, no meio de toda a confusão que se lhe instalou por dentro. a 23 de março de 2007, x não imaginava como seria a sua vida a 23 de março de 2015. só sabia que ia ser diferente, muito diferente. e que muito pouco ia restar do que havia sido até então. e que não ia recuperar o que havia ruido. e que dificilmente aquela sensação de aperto ia desaparecer por completo. e que nunca, mas mesmo nunca, iria esquecer os dias alucinados que antecederam a partida. entretanto, passaram 8 anos. parece quase nada. mas aconteceu quase tudo. a vida de x mudou. x mudou. o queres antes aprender a voar ? nasceu e sobreviveu. mas x não esqueceu os dias alucinados que antecederam a partida. nem os dias de agonia que se seguiram depois. nem os meses de angústia. nem os anos de purga. passaram 8 anos. o ciclo fechou. x já pode abrir a caixa de pandora que quarda o que restou da vida que foi. até porque x sabe que "'cause though the truth may vary this ship will carry our bodies safe to shore."
aos quase 40 vemos a vida de forma mais objectiva. pesamos os erros. lamentamos alguns. mas pensamos cada vez menos nos "e se". sabemos que o tempo não cura. mas também sabemos que o que foi não volta. e aceitamos que não é suposto que volte. sabemos que temos de continuar, sob pena de perder a vida em lamentos. o infinito de possibilidades dos 20, estreita-se. ou apura-se. as certezas dos 30 atenuam-se. a vontade que a vida seja agora eleva-se. ao quase 40 não temos tempo para perder com o que nada nos acrescenta.
19.3.15
e x dançou. e recebeu abraços e sorrisos e beijos. e ouviu palavras de elogio e agradecimento e gratidão. e viu como há gente que nada sabe da vida de x para além do essencial do dia-a-dia mas que acredita em x como nunca ninguém o fez. e percebeu que é mesmo verdade essa coisa de ter anjos da guarda. x tem, pelo menos, um. e este disse repetidamente "esta é a x, o meu braço direito, e o meu braço esquerdo, e as minhas pernas, e o meu tudo. esta é a x e não há ninguém como a x". x sorriu, e agradeceu ao céu a coragem que um dia teve para ouvir as vozes mudas que lhe disseram "vai x, vai x..."
13.3.15
10.3.15
22.2.15
20.2.15
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