no intendente, em lisboa, há um restaurante pequenino - que antes era uma tasca semi-falida mas foi recentemente tomada pela comunidade nepalesa lá do bairro - que se chama Olá Katmandu. a comida é francamente boa - tem umas chamuças de morrer (em nada semelhantes às que estamos habituados a ver por ai) e um chicken mo mo (aka dumplings nepaleses) de chorar. de nada.
rasguei-te a pele com os dentes, mordi-te coração e cuspi-o, limpei a boca e segui.
20.9.16
16.9.16
28.8.16

É estranho como um sítio cheio de horrores pode ser, também, um local que irradia paz. Mas x não conseguiu tocar nas paredes que guardam em si a memória de vidas desfeitas em nome de nada. E tremeu quando percebeu que estava a entrar na câmara de gás. É uma sala estranhamente pequena para a dimensão do que nos contam como foi. Ao lado, os fornos crematórios que foram incapazes de apagar todas as provas. Provas em forma de carne humana amontoada com desdém a espera da sua vez. Falharam os fornos. Fizeram as câmaras fotográficas o favor de deixar restos para o futuro do passado que se não quer repetido. Corpos magros, pálidos, explorados e destruídos pela barbarie, pela fome, pela doença e pelas balas de um regime infame. A opressão do arame farpado disfarçado no verde imenso das redondezas. O impensável no meio da pacata cidade de ar inofensivo. "Nunca mais" está escrito algures no campo. Que tenhamos a sensatez de nunca, mas mesmo nunca, esquecer. Dachau, 2016.
X voltou de férias. X está em casa, aninhada, a contemplar a placidez do seu mundo. X correu entre pontos durante estes últimos dias. Lisboa, Munique, Dachau, Lisboa, Braga, Porto, Braga, Lisboa, além Tejo, Lisboa de novo. X está de volta à casa. Cansada, moída, dormente... Mas feliz. Amanhã x conta mais. Hoje vai apenas continuar a beber o copo de vinho branco que tem à frente. E a agradecer aos céus tudo o que lhe tem sido dado. E a fazer planos. Planos diluídos, e algo híbridos, como sempre. Mas planos cheios de futuro. De vontades, e de fé. X percebeu, de novo, o quão certeiro tem sido o seu caminho. X não se arrepende, apesar de guardar algumas mágoas. Mas x não se arrepende. De nada. O seu caminho até aqui foi bonito. X conseguiu tudo o que se propôs. Agora, x quer o resto. O imaterial. As pequenas explosões nas pontas dos dedos. As revoadas. 3, 2, 1... Agora... Vai x!
12.8.16
31.7.16
29.7.16
Lilly Allen - Fuck you
pois que x está prestes prestes a dar um murro na mesa e a mandar tudo para o caralhinho! pois que já há quem trema com a possibilidade de x se passar da corneta de vez e, por isso, não param de vir com falinhas mansas e a pôr panos quentes e "ai e tal tem calma" mas... que se foda! x recusa-se a aceitar decisões imbecis e irracionais tomadas em forma de cedência a motivos oportunistas. estranhamente, ou não, x está impávida e serena. e até acha que é isso que está a pôr muita gente em pânico. quando x está impávida e serena é porque já não tem motivos para se chatear. e toda a gente que priva com x sabe disso. x é tão transparente, que a sua cortina de absoluta tranquilidade não impede os demais de observar o absoluto desprezo, e quase nojo, que x sente por dentro. a modos que é isto.
24.7.16
fim de tarde com uma cerveja artesanal no largo do intendente; jantar com amigos antigos e recentes na costa do castelo; apanhar um táxi para o largo do rato e ir uma festa privada cheia de gente desconhecida mas simpática; acabar a noite num café de bairro já a madrugada ia muito alta mas com um calor surreal a rir com os filmes do syfy. foi assim ontem.
22.7.16
21.7.16
Os planos de x para os próximos tempos: trabalhar, viajar para a Alemanha, passar um fim de semana nas festas do povo de Dachau, voltar Portugal, férias no Alentejo, viajar para o Porto, fim de semana de música no hard club, continuar as férias entre Braga, Lisboa e algures ainda não se sabe bem onde, voltar ao trabalho, possivelmente ser operada ao nariz, voltar a trabalhar, férias em novembro provavelmente a adiar, trabalhar mais, possível viagem a Moçambique em trabalho, trabalhar mais, acabar o ano na Islândia debaixo de uma aurora boreal. x tem uma vida de merda mas, vendo bem, podia ter uma vida bem pior!
20.7.16
X sai do trabalho a horas decentes e vai jantar com uma amiga a um restaurante que ela adora. X janta muito bem e no fim a amiga obriga x a experimentar a sobremesa maravilha lá do sítio. Em regra, x não come açúcar mas decide experimentar a sobremesa para fazer a vontade a amiga. Ao fim de uns minutos x tem um ataque de sede que parece que está a desidratar. Depois começa com um frio inexplicável. Tem um surto de febre. Frio, mais frio. Depois calor. Muito calor. É mais arrepios de frio. Agora já está a passar mas x acha que teve uma cena qualquer marada por causa do açúcar. X não tem diabetes... Pelo menos há dois meses não tinha. Por isso não faz ideia o que raio foi isto. Mas está quase a marcar mais uma visita ao médico. Irra.
19.7.16
18.7.16
17.7.16
15.7.16
x saiu do sítio algures em África onde tinha de levar com uma pessoa pequenina ma. mas nem por isso x deixou de levar com aquele pingarelho em cima. e recebeu um telefonema de houston e dizer algo como "socorro, precisamos de ti". e agora x vai continuar a trabalhar com houston directamente a partir de lisboa. é o chamado win-win.
11.7.16
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