16.10.18

e hoje foi o dia em que x foi abordada a ver se estada interessada em trabalhar num cargo público de destaque! que caralho...

3.10.18

acerca do (quase) burnout de x:

x abrandou. consciencializou-se que o corpo e a mente tem limites. e procurou ajuda especializada para prevenir ou evitar um chilique definitivo - a sério que houve um momento em que x sentiu claramente que estava a milimetros de um shutdown mental. x está melhor, muito melhor. x está convencida que assumir que não se está bem é meio caminho andado para a cura. continuemos.
acerca daquele evento que x está a organizar:

VAI SER MEGA!
acerca do ronaldo:

caso seja inocente - que destrua quem o acusa.

caso seja culpado - que se foda em grande.

em todo o caso, que a justiça funcione.

e que as vitimas de violação ou de qualquer tipo de abuso se levantem.

de resto, x não tem mais nada a dizer.

25.9.18

começou há 3 anos. um ambiente hostil, uma pessoa perigosa, uma organização que se portou mal. e x sozinha, contra uma espécie de monstro. resultado - picos de stress como x nunca havia sentido na vida. 

depois veio a notícia que tirou o chão a x. de um momento para outro a morte chego perto de x em forma de amiga com um gliobastoma multiforme galopante que apareceu assim, sem se anunciar em demasia. 

durante 3 anos, x foi resistindo. com cada vez menos força, com cada vez mais mazelas no corpo.  mas x foi resistindo. entre exames vários, consultas várias, médicos vários, medicamentos vários, coisas várias, x foi resistindo. depois o mundo que x conhecia foi desaparecendo, devagarinho. o ambiente que rodeia x foi-se deteriorando, devagarinho. x foi começando a perder a fé, devagarinho. 

e x foi aguentando. até há dias, quando soaram o alarmes e ficou meio catatónica de cansaço e com a sensação que o cérebro estava prestes a rebentar. 

e então x percebeu que tinha mesmo de mudar algo radicalmente, sob pena de perder a réstia de sanidade que ainda guarda. e foi por isso que, entre outras coisas, x acabou de marcar uma consulta de psiquiatria. 

porque x não quer, nem pode, perder a sanidade. jamais.

19.9.18

BURNOUT

x está completamente exausta, física e mentalmente.
x sabe que precisa de fazer uma mudança radical. 
caso contrário vai pirar de vez.

2.9.18

 há muitos anos, x quase só usava fly London. depois cansou-se. agora descobriu o outlet da fábrica em Guimarães e reabasteceu-se. 

28.8.18

x tem conhecido pessoa novas, giras, interessantes e, em média, mais novas que x uns 15 anos. x não sabe se isso é bom ou mau.
apos 8 meses de Evoque - continua lindo, e  confortável e lindo, mesmo lindo... mas amanhã vai a oficina pela segunda vez. a modos que x se passou e já pôs a Carclasse em sentido... a ver se o Evoque dura até ao fim do leasing.
x andou pelo Alentejo. descobriu Serpa e apaixonou-se por Serpa. x acha que é alentejana, apesar de ter nascido no coração do Minho.

12.7.18

x recebe o desafio de organizar uma conferência. x idealiza a coisa, decide que quer organizar uma conferência que verse sobre temas sem mofo. x propõe o programa, os temas a discutir, e as pessoas a convidar. x pesquisa muito para isso e chega a nomes improváveis. x insiste que quer por gente a discutir sustentabilidade e lembra-se de em tempos se ter cruzado com um sujeito que estava a implementar um projecto super interessante nos morros de africa. x perde a vergonha e manda-lhe uma mensagem a ver se ele estaria interessado em vir até Lisboa. a recepção e óptima, ele diz que sim e que vai confirmar com o coordenador internacional da coisa. x fica pasmada, porque o projecto e top e quem está a suportar aquilo e só as nações unidas e afins. dias depois de x enviar uma mensagem ao sujeito - que x viu uma única vez na vida durante uma meia hora - o sujeito liga a x a ver se x quer participar numa consultoria ao projecto lá nos confins de África. x fica boquiaberta e vai ver os termos de referência da consultoria. x quase cai ao chão quando vê que os temas que terá de estudar são só os hot topics da coisa, as matérias mais difíceis da área, os problemas mais discutidos a nível internacional para os quais ainda não há consensos. no fundo, e só o tema mais actual e desafiador da área do ambiente e da biodiversidade. x quer tanto fazer aquilo, embora saiba que, se ficar com aquele trabalho, vai envelhecer uns cinco anos em cerca de três meses. mas com isso x pode criar as bases para ser uma das experts da área a nível internacional e finalmente criar uma equipa de jeito só sua para trabalhar no que mais gozo lhe dá. irra que a vida tem cenas que não lembra.

9.7.18

x hoje faz anos. x está mais velha, mais cínica, mais opaca, mais oca, mais fria. x deixou há muito de confiar cegamente nas boas intenções de quem quer que seja. x percebeu tarde que o mundo é filho da puta, e que a grande maioria das pessoas que aqui andam não se movem a bondade. há muito tempo que roubaram parte da alma de x. x não a recuperou. e de dia para dia vai constatando que é uma palerma alegre movida a principios rígidos que  não viola por nada. às vezes isso traz beneficios. mas quase sempre só traz dissabores. x não se arrepende de ser assim. mas é muito mais difícil mantermo-nos em pé sendo como x é. x hoje faz anos. a idade não traz sabedoria nenhuma. traz apenas mais crivos. 

5.7.18

x está apaixonada.

ele usa kilt e tem uma pronúncia que deixa x a babar.

o nome dele é jamie fraser.

pena que só existe em ficção.

bummer!
x está a organizar um evento / conferência. x não quer que esse evento / conferência seja mais um evento / conferência igual a tantos outros eventos / conferências que não são mais do que espaços de exaltação de egos que são, sobretudo, profundamente aborrecidos. e por isso x está a ser assolapada por ideias completamente fora da caixa que, se implementadas, vão fazer deste evento / conferência uma coisa mega! 

4.7.18


Ben Howard - Bones

and you laugh like you've never been lonely
that's alright honey
that's alright with me

há muito tempo que x não fazia isto - parar o dia de trabalho para escrever.

x não tem escrito. porque não lhe apetece. porque tem pouco de novo a dizer. porque a sua vida corre numa tranquilidade quase aborrecida. porque não.

x percebeu há muito que só escreve em desespero. em aperto. em dor.

escrever é como chorar. mas sem lágrimas. embora, por vezes, as lágrimas acompanhem também a escrita.

mas hoje x cruzou-se com ontem.

e a náusea das palavras retidas avassalou x.

há gatilhos que deixam x em pranto por dentro. podem ser cheiros, palavras, imagens ou sons.

em regra são sons. ou palavras. quase sempre palavras ditas ou escritas há muito. quase sempre com raiva.

palavras que ainda hoje dizem coisas que doem.

há muito tempo que x não fazia isto - parar o dia de trabalho para escrever.

mas hoje, x cruzou-se com ontem. e acordou palavras por dentro que precisam de apanhar ar.


27.6.18

e hoje foi o dia em que x foi convidada para Partner. ai foda-se!

11.6.18

e ele chamou x. e x estendeu a mão. x não quer nada dele. mas x sabe que ele precisa de algo que x tem de sobra. esperança. resiliência. fé. e x dispôs-se a dar-lhe isso numa bandeja. sem pedir nada em troca.

6.6.18

nos últimos dias, x tem acordado com um fantasma em cima da cabeça. 

x já não lhe vê a cara, nem as formas. 

mas reconhece em tudo a sua presença. 

e, sobretudo, conhece muito bem o espaço oco e escuro que se gera entre o conforto de estar perante um semelhante e a asfixia que esse semelhante lhe causa. 

sim, x tem acordado com um fantasma em cima da cabeça.

e o asco e, sobretudo, o ódio que atravessa o tempo, são os mesmos de ontem.

x teme que o amanhã não seja diferente. 

porque há almas que se recusam a fazer tréguas. 

como se o conflito permanente fosse a sua razão de ser. e, sobretudo, de estar. 

porque a derradeira paz dá medo. 

e porque, se calhar, até as almas são covardes.

para além do mais, a banda sonora é simplesmente genial. e o som que acompanha a imagem nos momentos chave, e que está sempre latente ao longo da história, tinha de ser do ben frost. tinha. mas o resto também é bom. tão incrivelmente bom.


Ben Frost - DARK Soundtrack


Apparat - Goodbye



Fever Ray - Keep the streets empty for me


Teho Teardo & Blixa Bargeld - A quiet life


5.6.18

x está viciada no netflix. há-de passar mas, por enquanto, andamos nisto. a modos que esta é a review das séries que x viu nas últimas duas semanas:

DARK 

- x andou umas férias de verão a ler um livro do Einstein sobre a Ponte de Einstein Rosen. a modos que era expetável que x ficasse vidrada (assim mesmo vidrada) a ver esta série. e a banda sonora... que banda sonora do caraças! x adorou! tudo.

Stranger Things 

- ok. está bem. x percebe. é boa. se x não tivesse visto o DARK primeiro, se calhar até diria que é muito boa. só que não.

Lost in Space

- parece o Buck Rogers versão século XXI. em mau.

13 Reasons Why 

- é uma espécie de morangos com açucar... assim a dar para o pseudo.

The Sinner 

- começa bem. depois passou a ser um bocado dah! x aborreceu-se.

Orange is the new black

- x desistiu ao quinto episódio da primeira temporada.

La Casa de Papel

- x desistiu ao quarto episódio. ou melhor, x resistiu até ao quarto episódio. porque x já viu muitas versões de La Casa de Papel. metade dos filmes de Hollywood têm a mesma história, as mesmas sequências, as mesmas personagens. só não são  falados em castelhano.

28.5.18


x encontrou a sua série: DARK.
x passou a últimas semanas a desmontar móveis. a revirar a casa em busca de coisas que não precisa. a recolher loiças, roupa de cama, tapetes e afins. a meter tudo em caixas e sacos. a carregar e montar e arrumar tudo na casa do irmão. a montar prateleiras e estantes e um sofá novo. a fazer pequenas obras em casa. a carregar livros que parece que não acabavam. a limpar e arrumar. e limpar de novo. e arrumar mais. 

ontem ao final do dia, x pôs mazzy star a tocar no leitor de cds que comprou (sim, x ainda tem cds e compra cds novos) e caiu no sofá exausta. 

é por isso que x tem andado arredada daqui.

16.5.18


Jóhann Jóhannsson - Flight from the city

coisas bonitas.

30.4.18


Deolinda - Seja agora

porque este é o mote de x. x não gosta de esperar. se é para ser que seja. já.
hoje foi o dia em que x ajudou o irmão do meio a comprar uma casa. x ficou com a conta bancária mais pobre. mas nada - mesmo nada - faz x sentir-se melhor do que ver a felicidade do irmão e da sobrinha  a entrarem na sua nova casa - que é linda! x, hoje, foi feliz, no momento em que o irmão de x trocou um cheque por uma chave. que se foda o dinheiro. ele só serve para fazer com que nós, e os que estão próximos de nós, sejamos felizes. o resto, são números. e quando os números nos são indiferentes, o mundo é muito mais bonito. x ficou com a conta bancária mais pobre. mas com o coração muito, mas mesmo muito, mais cheio.

22.4.18

x trabalhou quase um ano num sitio importante. x detestou. sobretudo porque tinha um demónio de metro e vinte a atazana-la diariamente. x manteve-se fiel a si própria e veio embora de cabeça erguida. muita gente teve dificuldade em perceber porque é que aquilo correu menos bem. ao fim de dois anos e meio as pessoas percebem. finalmente percebem. e hoje foi o dia em que um ex-elemento da equipa de x nesse sítio disse a x o seguinte "x quero vir trabalhar contigo em lisboa!". x passou tormentos naquele sitio, mas hoje sentiu que os meses que lá passou deixaram marcas. e ver que um elemento valioso desse equipa quer deixar mordomias várias para  seguir os passos de x é a maior vingança que x podia ter.

21.4.18

a rua onde x mora em lisboa tem exactamente 230 m de comprimento, só tem um sentido e é permitido estacionar nos dois lados. 

aos longo dos 230 m a rua é intercalada por quatro rua perpendiculares. cada um desses entroncamentos tem uma passadeira. são quatro passadeiras, portanto. o que faz com que num espaço de 40 m não seja permitido estacionar pois há a distância minima de 5 m antes das passadeiras em cada lado da rua. esses 40 m correspondem a, pelo menos oito lugares de estacionamento. 

a rua tem, ainda, dois lugares cativos para cargas e descargas. já vai em dez lugares "gastos". 

para além disso, na rua existem dois hotéis. cada um tem três lugares para "serviço do hotel" - para os clientes e os donos, portanto. já vamos em dezasseis lugares que se esfumaram. 

uns três ou quatro prédios têm garagens, à frente das quais, obviamente, não se pode estacionar. 

ter carro nesta rua começa a ser um pesadelo diário para quem não tem garagem.

e é por isso que quando hoje x viu uma nova esplanada substituir mais dois lugares de estacionamento ficou irada. 

a espalanda até é gira, mas foda-se lá o turismo e o raio!

20.4.18

22 de março - casa descoberta e decisão tomada num plim;
25 de março - avaliação a ser feita;
30 de março - avaliação recebida e tudo ok para avançar;
19 de abril - carta de aprovação de crédito recebida e escritura a ser marcada.

o deutsche bank é tão eficiente e sem merdas que tenho pena que venda o retalho ao abanca!

19.4.18

2.16h da manhã. x chega a casa depois de um dia intenso que terminou num jantar de trabalho cheio de risos. x recuperou as ganas e a certeza que está no sítio certo.

17.4.18

hoje foi o dia em que x falou, a sala calou-se, o chefe mor suspirou de alívio e o chefe mor mor curvou-se perante x. hoje foi um dia bom. e foi o dia em que x percebeu que o seu amanhã está delineado há muito. comecou no dia em que x se dispôs a arriscar a vida. no mesmo dia em que x enterrou tudo o que tinha como certo e descobriu um enorme abismo de possibilidades. hoje foi o dia em que x percebeu que o seu futuro não é nada do que tinha antecipado. mas que passa por algo infinitamente maior. x pasma-se. mas, apesar de tudo, tenta seguir com os pés assentes no chão. x não se deslumbra mas, vendo bem, tem muitas razões para estar profundamente orgulhosa de si.

16.4.18

das coisas práticas:

x tem de comprar uma pilha para a balança e uma fita métrica. é que com a duplicação da dose de medicação, nos últimos dois ou três dias x teve a sensação que o corpo mingou de uma forma meio estranha e repentina. 

para além disso, a concentração, a vontade, a força, a disposição, a genica, e o bem estar geral que x pensava ter perdido irremediavelmente, voltaram. e voltaram em força. 

x está meio pasmada. 

mas a médica bem dizia "x, isto é tudo química".

oxalá!

Epic Soul Factory - Everdream

e porque a música é o sítio onde reencontra a paz, x está desde cedo dentro deste som. 

o coração acalma. e o corpo transforma-se em milhares de arrepios prolongados.

depois, quando sente o sorriso nascer e os olhos explodir de brilho, x sabe que tudo está a ficar bem.
nas últimas horas, x foi embrulhada numa névoa que há muito já não sentia.

não é sensação nova mas causa sempre ambivalência e confusão.

é como quando temos a cabeça debaixo de água.

a sensação é de profunda liberdade, comunhão e conforto.

mas intuitivamente sabemos que temos de sair dali rapidamente sob pena de nos afogarmos.

a névoa que envolve x é como um gigantesco mar.

15.4.18


Sleeping At Last - Light

x está num momento da vida bonito. 

como se todo o percurso anterior tivesse por fim fazer com que x chegasse a este exacto sítio.

e isso é bom.

14.4.18


Ólafur Arnalds - Only the winds

x em criança era assim. vivia absorta, num mundo que não partilhava com quase ninguém. x em adulta ainda é assim. vive absorta num mundo que continua a partilhar com muito poucos.

Sigur Rós - Starálfur

o sinal estava vermelho. o trânsito estava compacto. por minutos perdi-me no silêncio e nas gentes que desciam a rua a passo lento. no meio de corpos avulsos, vi-te. davas a mão a uma criança mais ou menos da idade daquela que um dia planeamos em silêncio mas que nunca tornamos real. ias estranhamente devagar. como se a vida te pesasse. não te vi os olhos, nem os traços que cantam a alma. seguia-te nas costas como que pronta a  amparar-te a queda. ias de asas fechadas e de cabeça vergada ao chão.  depois desapareceste no escuro. então o sinal abriu. o trânsito desfez-se. e eu segui, como que obrigada pela pressa dos demais. segui. contrariada. e à procura do resto da tua imagem sem, contudo, saber se havias estado realmente ali. 

os nossos reencontros serão sempre assim - entre o real e o imaginário. 

10.4.18

há uns largos meses, o corpo de x começou a dar sinais estranhos. x começou a engordar disparatadamente - embora mantivesse uma alimentação equilibradissima e saudável -, sentia-se horrivelmente mal disposta, o cabelo ficou fraquissimo, as unhas quase se desfaziam e uma série de outras coisas chatas. então, x decidiu procurar ajuda de quem sabe e passou a ser acompanhada por uma equipa médica. 

o diagnóstico: 

- défice sério de vitamina d
- défice sério de pregnenolona
- picos de insulina altissimos
- hipo-tiroidismo

há dois meses que x está a ser medicada com metformina, eutirox, vitamina d e pregnenolona. hoje foi dia de consulta e os resultados de dois meses de tratamento foram animadores. muito, mas mesmo muito, mais energia e bem estar geral e menos 2,5 kg de gordura (sem que x tenha alterado em nada a sua alimentação de há anos)! os níveis ainda estão muito longe de estar bem e, por isso, a dosagem da medicação vai duplicar. x está para ver os resultados daqui a mais dois meses!
x nunca se levou muito a sério. nunca entrou em jogos de poder ou esquemas para conquistar nada na vida. no trabalho, x diz sempre o que pensa. sempre. sem pensar se vai incomodar quem quer que seja. x não faz rodeios, vai ao cerne das questões e chama as coisas pelos nomes. e não tem medo de dizer que as pessoas acima dela estão erradas (caso estejam) ou que estão a fazer merda (caso estejam). e ao fim de anos desta postura inflexivel, chegou o momento em que a pessoa mais importante do sítio onde x trabalha - pessoa que já anda nisto há anos e anos e anos - liga a x com regularidade para saber a opinião de x acerca de quase tudo. 

9.4.18

x é indicada pelo sítio onde trabalha para ir fazer networking numa festa lateral a um evento internacional. nessa festa, x conhece duas islandesas que trabalham numa empresa mega importante lá da ilha. para quebrar o gelo, x diz "ai e tal que estive na islândia no ano passado e adorei!". uma das islandesa pergunta "ah e então o que é que foi que lhe despertou  interesse pela islândia?". x responde de imediato "sigur rós!". a islandesa riu à gargalhada e olhou para x como quem diz "what else?".

28.3.18

aquele momento em que, passados mais de 20 anos, percebes que o teu mega crush platónico do final da adolescência é, na verdade, um sujeito completamente desinteressante.

26.3.18

o cabelo de x estava uma miséria: gigante, sem formas, seco como palha e com uma cor inexplicável. x tem uma relação dificil com cabeleireiros, pois poucos conseguem tratar o seu cabelo com o cuidado necessário. x só confia a sério no HAIRTZ, em aveiro. mas aveiro é longe e x tem tido pouco tempo para essas andanças. x andava há meses, louca, à procura de um sítio para entregar o seu cabelo. hoje, finalmente, decidiu-se e entrou no LOVE IS IN THE HAIR, ao páteo bagatela, em lisboa. o Valter fez milagres na cor e na hidratação. o Carlos cortou o necessário sem grandes desvarios. x saiu com um cabelo novo, brilhante, macio e com um ar hiper saudável. o preço é o normal nos salões do género. a equipa é incrivelmente simpática. x recomenda.

25.3.18

levou mais dois ou três meses do que o inicialmente desejado, mas x está em vias de cumprir o seu  último  (e verdadeiramente importante) desejo de 2017 e o irmão do meio de x está quase a ter uma casa nova. 

2017 foi difícil e acabou em lágrimas, com x a enterrar uma amiga. 

2018, incrivelmente, começou bem. e, sem nada o fazer prever - mas, talvez, fruto da resiliência que x aprendeu há muito a ter e a espalhar pelos seus -, os astros parecem estar a ajudar. 

assim seja.

19.3.18

x não sabe se é da idade. ou se simplesmente a vida ocorre por fases que se antagonizam a si próprias. mas, depois de um período difícil de desapego, x chegou a um momento na vida em que realiza que a razão do seu tormento durante a última década morreu. assim, plim. o que quase tirou a sanidade a x, não a não afecta mais. de maneira absolutamente nenhuma.
após 3 meses (mais coisa menos coisa) de evoque:

continua a gastar combustível p'ra caraças. o gps continua a ser uma boa merda. os sensores passam-se demasiadas vezes. já lhe fizeram uns arranhões na garagem. mas continua lindo de morrer!

15.3.18

x começou a trabalhar com uma república islâmica que tem uma língua que x não domina. x tem andado numa roda viva por causa disso e daí a ausência mais prolongada do que o costume.

23.2.18

x pede perdão, mas está em treinos para o revenge of the 90s! voltaremos ao normal quando a ressaca passar... lá para meados da próxima semana ou assim...

16.2.18

x pediu uma avaliação da sua casa. realisticamente, hoje, valerá 350 mil €. actualmente, no mercado, há casas iguais à de x à venda por mais de meio milhão. x tem de decidir se vende ou se faz obras. por um lado, x acha que devia vender. não só pelo dinheiro, mas sobretudo pela manutenção que uma casa antiga exige e pelos riscos acrescidos associados a casas de tabique. por outro lado, x não tem grande vontade de vender - porque está, de algum modo, apegada emocionalmente à casa, porque acha estes valores algo disparatados e, sobretudo, porque até tem calafrios com a perspectiva de ter de procurar nova casa, negociar, fazer obras, fazer a mudança e essas coisas todas. x, racionalmente, não sabe bem o que fazer. e, por isso, vai entregar a decisão ao instinto. de momento, o instinto de x está a dizer para não vender, pelo menos por enquanto. a ver o que acontece.
e o irmão mais novo de x vai trabalhar uns tempos para a Suécia! 
por estes dias o queres antes apreender a voar? faz 11 anos. quem diria que aguentaríamos isto tanto tempo?