24.2.16


Then they flew - La Lys

porque há coisas boas em portugal. há coisas tão boas.

Homem em catarse - Tempos incertos, momentos dispersos

porque há coisas boas em portugal. há coisas tão boas. 

18.2.16

- x recebe um contacto de Londres a ver se está interessada em duas propostas para uma major na Holanda
- x responde a dizer "talvez e tal mas só se pagarem muito bem e sujeito a esclarecimentos a respeito da reputação internacional da empresa em questão"
- x recebe mensagem com o pacote que oferecem - o salario base é mais ou menos o dobro do que x ganha mais 25% de bonus anual
- x responde a dizer "não é mau mas também não é nada do outro mundo"
- x recebe mensagem a perguntar que valor pretende para considerar a hipotese de continuar com o processo de recrutamento
- x pede o triplo do que hoje ganha, mais 35% de bónus e mais umas migalhas quaisquer mas que estas condições ficam dependentes de x avaliar e ficar confortável com a business strategy e os compliance standards da empresa; x está convencida que a vão mandar pastar longe e fica o assunto resolvido
- x recebe resposta a dizer que as suas exigencias já foram comunicadas à empresa e a perguntar qual é a experiencia de x com o sistema inglês
- x,  em tom de piada, responde que já leu o UK Bribery Act...

talvez o assunto fique por aqui! mas teve graça perceber que x se transformou numa bitch!

17.2.16

a vida insiste em dar pontapés no rabo de x, parece um demónio insistente a dizer-lhe "corre x, corre x...". e depois x fica assim meio atarantada. como que pasmada com os acontecimentos e cheia de dilemas existenciais. isto para dizer que x recebeu hoje uma proposta para ir trabalhar para a holanda para ocupar um lugar que não lembra ao diabo. é que nem nos seus mais excêntricos delírios x alguma vez pensou que o seu rumo a haveria de levar por onde tem levado. x é só uma garota simples, que passou a infância e a adolescência a trabalhar com os pais nas feiras e nos tempos da faculdade a lavar loiça num restaurante manhoso para pagar contas. jamais lhe passou pela ideia que um dia os magos dos petrodólares lhes iam bater à porta e dizer "anda x, anda... vendes a alma ao demo mas anda x, anda...". é que a única coisa que x realmente quer é ter tempo para se sentar na sua varanda virada para os telhados de lisboa e beber um copo de tinto enquanto o sol se põe. assim uma coisa simples. porra!

16.2.16

x esteve grande parte do dia a ouvir Justin Bieber. o pior é que se divertiu a sério. parece óbvio que x está a ficar senil.

15.2.16



x, quase a dar um tiro na cabeça.
- oh x, porque é que o teu blogue se chama como se chama?
- por causa de uma frase que escrevi algures em 2008, ou 2009 - ou algures por esses anos algo confusos que se misturam na cabeça de x - e que dizia assim: "Por vezes, em silêncios longos, as imagens voltam com sinais escritos a ferro. Mas fica antes em silêncio porque já não bastam remendos. A casa ruiu. Queres antes aprender a voar?"
há uns anos, x andou numa busca intensa sobre "quem somos, de onde vimos e para onde vamos" e coisas do género. depois a vida foi levando x por outros caminhos e há já muito tempo que x tem andado completamente alheada dessas coisas. mas, como por cá os domingos são aborrecidos de morte, ontem deu-lhe para ler e ver coisas sobre vidas passadas e coisas do género. às tantas, x foi ter a um tutorial no youtube para fazer terapia regressiva conduzida por uma tipa qualquer que diz que é expert na área. x achou piada à coisa, deitou-se na cama e pôs-se a ouvir aquilo. depois de mais de vinte minutos de muitos "blablabla está-se a sentir pesado..." pois que x começou a sentir-se realmente pesada sem, no entanto, perder  a consciência do que estava a fazer. às tantas, a voz disse para x ir para uma vida passada que tivesse tido grande impacto na sua vida actual. depois dessa instrução, a mente de x ficou algo confusa mas, na verdade, x não viu nada de especial. isto é, na cabeça de x não se formou qualquer imagem em concreto. e então, x pensou "pufff, ou não sou hipnotizavel ou isto via  youtbube não resulta". mas, ainda assim, x continuava a sentir-se pesada e como que presa à cama. no meio disto, de repente, a voz diz "visualize em que ano se passou essa vida!". imediatamente, x viu o número 1468 e foi tomada pela ideia que o local onde essa tal vida passada terá decorrido seria no "centro da europa"! ainda assim, x não via nada - na sua cabeça, o campo visual era todo negro. a única coisa que era "visível" eram os conceitos "1468, centro da europa". x começou a ficar intrigada e curiosa com a coisa. no entanto, logo de seguida, o serviço de internet da casa de x deve ter pifado porque o vídeo deixou de funcionar e a voz deixou de dar "instruções". ainda assim, x continuou a sentir-se pesadissima e não conseguiu levantar-se da cama. e x adormeceu quase imediatamente. eram cerca de nove da noite. x acordou hoje, às oito da manhã, depois de uma noite cheia de sonhos meio estranhos e como que tivesse vindo do fundo do inferno. na verdade, "1468, centro da europa" deve ser uma boa definição de inferno! 

post só para quem sabe (ou percebe) o que x faz:

ser in-house é capaz de ser o sonho de vida de muita gente, pode-se ganhar uma pipa de massa, ter vida de lorde e usar o título para gabarolices várias. mas porra que é aborrecido como o raio que o parta.
WTAB - Save the deer

x está-se a repetir. x sabe. mas o vídeo é bonito. e a música, essa, é extraordinária. x já o disse antes. mas x não se cansa de o repetir. 
ontem, x ia escrever um post que dizia simplesmente "que se foda o amor!". depois percebeu que isso pareceria um pouco ressabiado. ou estúpido. até porque, em tempos, x percebeu como essa coisa do "amor" é enorme. "um gigante, pintado de vermelho" - assim descrevia x o amor, em tempos. mas hoje x só tem uma coisa a dizer - que se foda o amor!. pode ser ressabiado, ou só estúpido. mas é mesmo isso que x tem para dizer de momento.

9.2.16

deve ser da idade. ou da distância. ou de outra coisa qualquer da qual x não sabe bem o nome. mas x ganhou um medo terrível de perder fisicamente pessoas que lhe são tudo. por isso, hoje quando abriu o pc e viu a noticia de um choque entre comboios a poucos quilómetros de onde o seu irmão mais novo vive, ficou de coração a sair pela boca. x não conseguiu falar com o irmão durante o dia todo. foram varias as mensages e telefonemas. mas nada. só silêncio. até agora. o irmão de x está bem. não respondeu mais cedo porque no sitio onde trabalha nao podem ter telefones por questões de confidencialidade. nem sequer sabia do acidente. x já acalmou. mas porra, que susto. 
coisas que odeia: circo!


dizem que o lugar é mágico. x não sentiu a magia de que falam. mas é um sítio bonito. e cheio de história. e, com certeza, de histórias. as gentes são simpáticas. e acolhedoras. a mistura é muita. catolicismo, islamismo e, até, hinduísmo confundem-se nas pedras e nas ruas. tem edifícios belissimos. o hospital foi qualquer coisa de fabuloso em tempos. hoje ainda impressiona, apesar da degradação. as ruas, as cores, a arquitectura fazem pouco sentido numa ilha colada à costa na berma do índico. parece uma qualquer pequena vila portuguesa transferida para os antípodas do mundo. percebemos a loucura de um povo que um dia se dispôs a conquistar o mundo - nós. sim, somos doidos varridos. dizem que é um lugar mágico. x não sentiu a magia de que falam. mas gostou de visitar a ilha de moçambique. e gostou sobretudo da viagem até lá. a paisagem, a natureza, o horizonte, o verde, a vida, a liberdade. é isso que para x é mágico.


8.2.16


outro amor de x, no Amplifest no Porto. x vai!


dois dos amores de x, no NOS Primavera Sound Porto. x vai!
dois comprimidos, quatro dias de férias, várias sessões de massagens num spa fantástico, milhares de quilómetros de avião e centenas de carro, várias picadas a conduzir um 4x4... e as dores de cabeça não me incomodam há uma semana! 

5.2.16




Moçambique, o país que em tempos idos fez de x gente crescida.

1.2.16

desta vez, x demorou a encontrar a áfrica pela qual se apaixonou há uns anos. x deparou-se com uma realidade mais fria, mais oca, mais hostil, do que aquela que encontrou da primeira vez que pisou este chão. mas, nos últimos dias, x voltou a sentir o horizonte limpo, o vento quente a bater na cara, e a felicidade simples a subir-lhe pelo corpo. a cabeça, essa ficou vazia. ao fim de sete meses, x reencontrou um bocadinho da áfrica que lhe segurou a alma. quando x se perde das palavras faladas, é porque um silêncio bom lhe enche a cabeça. e o corpo. e isso é bom.
um hotel extraordinário, uma piscina de água salgada, um céu azul africano, um calor que faz festas na pele, massagens, margueritas... x tem muito que agradecer aos céus!


...e por Moçambique.